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A revolução da Ford européia


Com um desenho futurista e muitas versões, o Sierra marcou pelo desempenho esportivo


Texto: Francis Castaings
Fotos: divulgação

A Ford da Alemanha foi fundada na cidade de Colônia em 1920. Seus modelos até 1931 eram idênticos aos americanos; depois disso começaram a ter identidade própria. Após vários automóveis bem-sucedidos, em 1982 era lançado o Sierra. O médio-grande tinha a tarefa de substituir a série Taunus, que fizera bastante sucesso no continente europeu, na Austrália e também na Argentina.

O modelo de cinco portas causou impacto. Baseado no Ford Probe III, carro experimental de desenho futurista, seu estilo era audacioso e avançado para a época: ampla área envidraçada, linhas arredondadas e perfil em cunha, com coeficiente aerodinâmico (Cx) 0,34. Algumas versões não tinham grade frontal. Media 4,25 metros e pesava 1.060 kg na versão básica de 1.597 cm3, 75 cv e um carburador de corpo duplo. A velocidade máxima era de 165 km/h -- um sedã familiar e comportado.

O primeiro modelo, em 1982, impressionou pelas linhas suaves, inspiradas no conceito Probe III do ano anterior. A grade de três vãos era suprimida nas versões superiores...

No ano seguinte, no Salão de Frankfurt, na Alemanha, era apresentado o três-portas, com enormes vidros laterais. Além do motor básico, podia adotar o 1,8 ou o 2,0-litros, este de 109 cv. Como os outros, vinha em posição longitudinal e com tração traseira, receita conservadora para um carro tão moderno -- o concorrente Opel Ascona, Monza no Brasil, já vinha com motor transversal e tração dianteira desde 1981.

Sua velocidade final era de 186 km/h e chegava aos 100 km/h em 10,7 s. Nesta versão os quatro faróis ficavam atrás de uma lente retangular. Em 1984 ganhava, como opção, transmissão automática de quatro marchas e novos motores 1,8 e 2,0 com injeção. As versões de acabamento variavam entre CL, GL, GT, Ghia e XR4i, a mais esportiva e arisca -- seguindo a linhagem que já contava com o Fiesta XR2 e o Escort XR3i.

Era dotada de quatro faróis auxiliares e aerofólio traseiro duplo, também como no Probe III. Esse item foi imitado no Brasil por fabricantes de acessórios para equipar o Escort. Nesse ano o Sierra começava a ser produzido na Argentina, equipado com motor 1,6 ou com o 2,3-litros fabricado em Taubaté, SP. Era o mesmo já usado aqui no Maverick, Rural, Jeep, F-75 e F-100, e nos EUA na versão mais barata do Mustang.

...como a esportiva XR4i, lançada dois anos depois. Trazia quatro faróis auxiliares e um aerofólio traseiro duplo, que foi imitado no Brasil como acessório para o Escort

Em 1985 a versão XR4i passava a ser XR4x4, apresentada no Salão de Genebra, na Suíça. Muito interessante num continente em que rodar sobre a neve é corriqueiro e por isso a tração integral é comprovadamente eficiente. Tinha freios com sistema antitravamento (ABS) de série e distribuição de torque de 34% na frente e 66% atrás. Fez logo sua estréia em ralis, primeiro nos regionais, com sucesso.

No ano seguinte chegava a perua, também com opção de tração total. Em ambos o motor era um V6 de 2,8 litros e 140 cv, com o qual faziam de 0 a 100 km/h em 9 s e atingiam 205 km/h. Também era apresentada a versão mais famosa e desejada: a Cosworth, nome cultuado na Inglaterra há tempos e sinônimo de velocidade e emoção. Continua

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Data de publicação deste artigo: 21/5/02

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