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O SS396 deixava de ser a única versão no ano seguinte. Tornava-se um pacote opcional ao El Camino básico, que incluía câmbio de três marchas com alavanca no assoalho, escapamento duplo, capô esportivo, rodas de 7 x 14 pol e freios dianteiros a disco com assistência. No modelo 1970, ainda mais potência: havia um V8 350 (5,7 litros) de 300 cv, dois de 402 pol3 (6,6 litros), com 350 e 375 cv, e dois enormes de 454 pol3 (7,4 litros), com 360 e 450 cv.

No modelo 1969 a versão SS tornava-se apenas um pacote esportivo opcional. Em 1970 chegavam novos motores de até 450 cv -- modelo mostrado na foto de abertura da página anterior

Este último, o motor LS6, fazia o quarto de milha (0 a 400 metros) em 13,4 s, ótima marca para um utilitário, e podia ter câmbio manual de quatro marchas ou o automático Turbo-Hydramatic. Rodas de 7 x 15 pol faziam parte do pacote SS. Curioso é que os picapes de 402 pol3 mantinham a denominação 396, evidenciando a importância desse número na associação com os Chevelles e El Caminos de alto desempenho.

Em 1971, como todo muscle-car, o picape perdia potência e agressividade para atender a normas de emissões poluentes. O motor 350 oferecia agora 245 ou 270 cv; o 402 (renomeado Turbo Jet 400) caía de 350 para 300 cv; a versão de 375 cv e o 454 LS6 de 450 cv, desapareciam; o LS5 ganhava 5 cv, passando a 365 cv. Toda a linha vinha com faróis simples, como no Monte Carlo, e a divisão GMC passava a vender um clone do El Camino: o Sprint, cuja versão SP equivalia à SS do modelo Chevrolet.

Em 1973, depois de perder potência, o picape adotava como base o Malibu e perdia também o estilo esportivo dos modelos anteriores

A adoção de potência líquida em 1972 fez cair ainda mais os valores, embora os motores não mudassem: o 350 tinha agora 175 cv; o 402, 240 cv; e o 454, 270 cv. A quarta geração aparecia em 1973, ano em que ganhava carroceria baseada no Chevrolet Malibu, incluindo uma tampa traseira arredondada que diminuía o espaço de carga. Permaneciam os motores de 175 e 240 cv, mas chegava um mais fraco de 350 pol3 (apenas 145 cv) e o 454 perdia potência, caindo para 245 cv.

Seguiram-se novas perdas de potência e de identidade, tornando-o mais um dos deprimentes veículos americanos da era de petróleo escasso. A quinta geração, lançada em 1978, ficou no mercado até 1987. O El Camino ainda ameaçou retornar com a apresentação, em 1995, de um carro-conceito baseado no Chevrolet Caprice, mas isso não se concretizou.

Os modelos 1979 (ao lado) e 1982: uma fase infeliz do El Camino, com motores e desenhos cada vez menos atraentes

Hoje, com o mercado americano recheado de picapes com chassi próprio -- mais próximos de caminhões que de automóveis --, o veículo GM que melhor segue seu estilo é o VU Ute, derivado do Holden Commodore australiano, aqui vendido como Omega. Agora Detroit pensa em vendê-lo nos EUA, como ocorrerá em breve com o cupê Monaro, resgatando a tradição do nome El Camino e de seu conceito.

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