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Um Lambo para a família

O Espada, único quatro-lugares da marca italiana, unia
conforto ao desempenho do V12 de até 350 cv

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

Depois de surpreender o mundo dos carros-esporte com seu Miura, sedutor no desenho e revolucionário na mecânica, o italiano Ferruccio Lamborghini decidiu realizar outro sonho: aplicar o brilhante motor V12 na dianteira de um novo cupê de quatro lugares, um carro confortável para ser usado todos os dias pelos entusiastas. Nascia assim, no Salão de Genebra de março de 1968, o Espada.

Desenhado por Marcello Gandini, autor de Miura e de modelos posteriores como o Countach e o Diablo, o carro era derivado do conceito Marzal, exibido no ano anterior, mas este trazia um "meio-V12" na traseira -- solução descartada por não permitir o aproveitamento de motor e transmissão de outros Lambos de motor dianteiro, como o 400 GT.

A carroceria de alumínio era longa e larga, para acomodar quatro ocupantes. Os 325 cv do modelo inicial de 1968, ao lado, passariam a 350 cv na série 2, de 1972 (foto acima)
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O Espada estava longe da harmonia do estilo de seu irmão de motor central, o Miura. A necessidade de criar espaço para os passageiros do banco traseiro levou à adoção de uma traseira alta e de um entreeixos longo (2,65 m, para um comprimento total de 4,73 m). Mas era agressivo e impunha presença.

Na carroceria de alumínio, construída pela Bertone, o capô trazia tomadas de ar do tipo NACA, de origem aeronáutica, ligadas não aos carburadores, como se supõe, mas ao sistema de ventilação interna. Interessantes eram os limpadores de pára-brisa montados em direções opostas. O amplo vidro traseiro era a própria tampa do porta-malas e havia um segmento transparente abaixo dele, para melhor visibilidade, como se repetiria no Honda CRX dos anos 80 e no atual Mercedes Classe C Sport Coupe.

Clique para ampliar a imagem Acima do bom porta-malas, um amplo vidro que era a própria tampa traseira. Abaixo dele, um vigia transparente facilitava a visão para trás, como ocorre hoje no Mercedes Sport Coupe

Seguindo a tradição Lamborghini, chassi e carroceria formavam um monobloco, reforçado por subchassis dianteiro e traseiro tubulares. Posicionado bem à frente, como no pioneiro 350 GT (o primeiro carro da marca de Sant'Agata Bolognese), o V12 de alumínio tinha 4,0 litros, duplo comando em cada cabeçote, seis carburadores Weber 40 DCOE e 325 cv de potência a 6.500 rpm -- 45 cv a menos que o do Miura, certamente para não competir com este em desempenho. Continua

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Data de publicação deste artigo: 18/6/02

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