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A versão de 1,6 litro e 109 cv foi lançada por causa da crise do petróleo. O sedã era identificado pela frente mais simples, com apenas dois faróis

No ano seguinte, para redução de consumo em função da crise do petróleo, aparecia uma versão inferior do sedã, com motor 1,6 de duplo comando, 109 cv a 5.600 rpm e apenas dois faróis. No mercado americano chegava um 2,0-litros com injeção, meio de atender às rígidas normas de controle de emissões. Em 1976 o cupê passava a oferecer na Europa o motor 1,6 e também um 2,0 de 122 cv a 5.400 rpm, com dois carburadores.

Esse Alfetta, o GTV 2000, em que o "V" significava veloce, acelerava de 0 a 100 km/h em 9,7 s e alcançava 186 km/h. Se não fosse o bastante, a preparadora Autodelta adaptava nele o motor V8 do Alfa Montreal, com 200 cv a 6.800 rpm e máxima de 230 km/h, em série limitada a 20 unidades.

O GTV 2000 -- "V" de veloce -- alcançava 186 km/h com o motor de 2,0 litros e dois carburadores. Uma versão V8 de 200 cv foi desenvolvida pela Autodelta

Só um ano depois os europeus recebiam o sedã 2,0, com 122 cv, que passariam a 130 no ano seguinte através de novos comandos de válvulas. Ainda em 1977 ganhava faróis retangulares, frente 10 cm mais longa, novos pára-choques e interior remodelado. Uma versão turbodiesel, com motor VM de 2,0 litros e 82 cv, aparecia em 1979 com a curiosidade de ter o cabeçote dividido em quatro partes, uma por cilindro.

Nesse ano o cupê tornava-se realmente "quente". A versão GTV 2000 Turbodelta, preparada para o Grupo 4 de ralis pela mesma Autodelta, trazia suspensão mais rígida, um turbocompressor KKK no motor 2,0 carburado e 175 cv a 5.500 rpm. O capô era sempre preto nos 500 exemplares produzidos.

Para os ralis a empresa desenvolveu o GTV Turbodelta, com motor 2,0 turbo de 175 cv.
Esta é a versão
stradale, ou seja, vendida para uso em rua com fins de homologação

Em 1981 o cupê passava a oferecer o motor V6 de 2,5 litros do topo-de-linha Alfa 6, lançado dois anos antes: era o Alfetta GTV6. Com injeção Bosch L-Jetronic (em vez de três carburadores duplos como naquele sedã) e comando simples, desenvolvia 160 cv a 5.600 rpm e 22,4 m.kgf de torque a 4.000 rpm. Curiosa era a embreagem de duplo disco. O GTV6 era identificado por uma ampla tomada de ar no capô, mais elevado em função do motor mais alto, e pára-choques maiores. De 0 a 100 km/h bastavam 9 s.

A última evolução do sedã vinha em 1982, com injeção eletrônica, seguida um ano depois por variador de fase nos comandos de válvulas e um motor turbodiesel de 2,4 litros e 95 cv. O chassi do Alfetta serviu de base para seu sucessor, o Alfa 75, e para o Alfa 90, que o aposentaram em 1984. Um ano antes, o projetista Zagato criou um carro-conceito de 2+2 lugares com base no cupê GTV6, denominado Zeta 6.

No GTV6 (que ilustra a abertura deste artigo) o painel já havia adquirido a disposição tradicional dos instrumentos. O motor de 2,5 litros a injeção fornecia 160 cv, levando o cupê de 0 a 100 km/h em 9 s

Mas o Alfetta não terminou seus dias sem uma nova edição especial feita -- mais uma vez -- pela Autodelta. A filial sul-africana da Alfa encomendou, em 1984, 200 unidades para homologar o carro para competições locais. O motor V6 de 2.934 cm3 desenvolvia 186 cv, com o ronco musical que os "alfistas" tanto apreciam.

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