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Um ano depois vinha o cupê, de linhas elegantes, inspiradas no conversível e também oriundas do lápis do famoso carrozziere. E em outubro, para fechar o leque de opções da gama, era lançada a perua de cinco portas, 19 cm maior que o sedã. Não era bonita, mas extremamente prática, com possibilidade de levar até sete pessoas. Fez sucesso, inclusive na versão Super Taxi. Uma opção de motor que foi muito requisitada era a movida a diesel, com 1.816 cm3 e 55 cv.

O cupê também era obra de Pininfarina. Baseado no conversível, seu estilo era muito elegante e exibia "rabos-de-peixe" mais discretos que no sedã

Em 1963 era lançado numa grande empreitada: enfrentar as marcas alemãs nos ralis africanos. Estas estavam ganhando as provas severas do continente -- e aos poucos o mercado também. Nas mãos de Nick Nowicki e Paddy Cliff o 404 chegava ao lugar mais alto do pódio no East African Safari, no Quênia. No ano seguinte repetia a proeza na 100 Milhas de Tanganica e no Rali de Uganda. A fama da Peugeot em competições nas terras africanas estava apenas começando -- e duraria por anos, graças ao pioneirismo e à robustez do quatre cents quatre

Um ano depois o carro ganhava como opcional freios servoassistidos. Logo depois o motor com carburador passava a ter 70 cv, e o KF a injeção, 88 cv. Em 1965, o piloto Ernesto Santamarina vencia o Rali da Argentina, em um percurso de 4.237 km, boa parte feito nas alturas da Cordilheira dos Andes. Em 1966 e 1967, Bert Shankland, que já havia ganho em Tanganica em 1964, tornava a faturar o terrível rali do Quênia.

A perua da linha não era das mais bonitas, mas podia levar até sete passageiros

Também neste ano, outro destaque: um protótipo Peugeot 404 Diesel batia 40 recordes mundiais na categoria diesel. Percorreu 16.627 km em 103 horas a uma média de 161,49 km/h, no autódromo de Monthlery, que dista 21 km de Paris e tem pistas inclinadas como em Monza, na Itália. Para os carros de série surgia a opção do câmbio automático. 

Em 1968 o cupê e o conversível deixavam de ser fabricados. Eram lançados os picapes de cabine simples e dupla, esta última só para o mercado externo, principalmente africano. Foram muito utilizados, durante anos, nas minas de ferro subterrâneas na Lapônia, Suécia. Quanto ao modelo perua, serve até hoje às polícia do Nepal e do Mali. No ano seguinte aparecia o 504, seu natural substituto, muito mais moderno em todos os aspectos (leia história).

O picape 404 em versão bächée, com cobertura na caçamba, e o sedã tendo ao fundo o leão, sempre associado à Peugeot

O 404 foi fabricado na França até 1975, mas continuou na Argentina até 1981. Foram produzidas 2,3 milhões de unidades, algumas exportadas até para os Estados Unidos. Foi homenageado com um selo em Granada, ilha caribenha que pertence à Comunidade Britânica. Também fez sucesso por lá em ralis. Até hoje é lembrado como um ícone da industria francesa e como o primeiro passo da Peugeot rumo à modernização. Um sucesso internacional.

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