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A única reformulação completa do Manta aconteceu em 1975, quando assumia um perfil mais alongado, com colunas estreitas e capô longo

Depois de quase 500 mil unidades vendidas, o Manta acompanhava o sedã Ascona em sua reformulação de 1975, passando à segunda geração. As linhas modernizadas destacavam o longo capô, a maior área envidraçada e o spoiler sob o pára-choque dianteiro. As versões eram DeLuxe, Berlinetta e SR, com motor 1,6 de 75 cv e a opção (nos dois últimos) do 1,9 de 90 cv; a GT/E com injeção vinha um ano depois.

Em 1977 duas das versões fundiam-se numa só, a SR Berlinetta, com motor 1,9 de série e o conjunto SR opcional -- molas e amortecedores mais firmes e direção mais rápida. Na linha 1978 desaparecia a DeLuxe e o motor 1,9 dava lugar a um 2,0-litros de 100 cv e torque de 15,4 m.kgf -- exatamente o 3,0-litros que teríamos no Omega com dois cilindros a menos (95 x 69,8 mm).

O Manta CC: três portas, banco rebatível, maior praticidade. Pára-choques plásticos e spoiler frontal atualizaram seu estilo em 1979

Outra novidade era o Manta CC (CombiCoupe), um hatchback três-portas com a praticidade do banco traseiro rebatível. No ano seguinte a linha ganhava pára-choques envolventes em plástico, novos bancos e acabamento interno; em 1980, a versão GT/J, voltada aos mais jovens, sem cromados e com suspensão mais rígida.

Nova reformulação era feita no modelo 1981, ano em que surgia o Ascona do qual se originou o Monza brasileiro. O entreeixos havia crescido para 2,51 metros, mas a configuração tradicional -- motor longitudinal, tração traseira -- se mantinha no Manta. Novos pára-choques contribuíam para eficiente aerodinâmica: Cx de 0,36 no cupê e 0,37 no hatch.

A preparadora Irmscher criou versões muito interessantes do Manta. Esta 400 tinha motor 2,4, cabeçote Cosworth e 275 cv na preparação para rali

A Opel começou pelas versões GT/J e Berlinetta, com um inédito e moderno motor 1,8 (84,8 x 79,5 mm, o mesmo usado aqui do Monza até o Astra) de fluxo cruzado, 90 cv e 14,6 m.kgf de torque. No ano seguinte retornava o conhecido GT/E 2,0, agora com injeção Bosch e 110 cv. A preparadora Irmscher, pertencente à Opel, criou a partir dele versões "quentes": a i200, de 2,0 litros e 125 cv, feita para homologação no Grupo B de rali; a i240, de 2,4 litros e 136 cv; e a i300, com o seis-cilindros de 3,0 litros que veríamos no Omega.

O mais potente da época foi o Manta 400, também concebido para homologação no Grupo B. O motor 2,4 do Rekord a diesel foi adaptado para rodar com gasolina, recebeu cabeçote Cosworth de duplo comando, dupla carburação Weber e chegava a 275 cv a 7.200 rpm na versão de rali. O modelo para rua, contudo, ficava em 144 cv a 5.200 rpm e usava injeção Bosch. Amortecedores Bilstein e pneus 195/60-14 completavam o conjunto de alto desempenho, que teve apenas 245 unidades fabricadas. Um conjunto aerodinâmico era oferecido, mas havia quem preferisse manter a aparência de GT/E.

A última evolução: o GT/E (ou GSi) Exclusiv, com quatro faróis redondos e o spoiler traseiro do Manta 400. Em 1989 o cupê dava lugar ao belo Calibra

A última versão do Manta foi a GT/E Exclusiv (GSi Exclusiv em alguns mercados), com quatro faróis redondos, spoiler traseiro do 400 e outros adereços esportivos, lançada em 1985. No Salão de Frankfurt de 1989 a Opel apresentava o Calibra, cupê derivado do Vectra lançado no ano anterior, belíssimo e com o melhor coeficiente aerodinâmico já visto num carro de série (0,26). O Manta cedia seu espaço a outro GM europeu que marcaria época.

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