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O esportivo da Opel

Antecessor do Calibra, o Manta teve versões de alto
desempenho e fez admiradores por quase 20 anos

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

No final da década de 60, mais e mais europeus interessavam-se por automóveis familiares que oferecessem algo mais em estilo, mesmo que de desempenho mediano. A Ford soubera responder a essa exigência com o Capri, em 1969, e sua arqui-rival General Motors não tardou a enfrentá-la. No Salão de Paris em setembro de 1970 seu braço alemão, a Opel, lançava o Manta.

A primeira geração do Manta: carroceria fastback, quatro faróis e lanternas redondos, motores 1,6 e 1,9-litro de até 90 cv

Baseado numa plataforma pouco maior que a do Kadett da época (2,42 metros entre eixos), o cupê exibia estilo atraente e personalizado, sem grande semelhança com outros Opels. Era um equilibrado fastback com quatro faróis sobre a grade negra, quatro lanternas traseiras, vidro posterior bem inclinado e portas sem quebra-ventos. Muitos componentes eram comuns a outros modelos, como os freios e o câmbio do Rekord (nosso Opala).

Com tração traseira, o Manta usava suspensão dianteira de braços sobrepostos e traseira de eixo rígido, câmbio de quatro marchas e transmissão automática de três, opcional. Havia três versões -- básica, DeLuxe e SR -- e três motores de comando de válvulas no cabeçote: 1,6-litro de 68 cv e 10,9 m.kgf de torque, 1,6-litro de 80 cv e 12 m.kgf (com maior taxa de compressão) e 1,9-litro de 90 cv e 14,9 m.kgf. Mais tarde viria o 1,2-litro de comando lateral do Kadett.

Das versões iniciais, a SR era a mais atraente: capô e faixas em preto, rodas esportivas, pneus 185/70, painel completo

O SR era particularmente atraente: acabamento externo e interno esportivo, rodas similares às do Opel GT, pneus 185/70-13 (em vez de 165/80-13), capô e faixas laterais em preto, painel completo (incluindo conta-giros, manômetro de óleo e amperímetro) e opção do motor 1,9. Uma versão de três volumes bem definidos, a Berlinetta, chegava em 1972 com o motor de maior cilindrada, teto de vinil, teto solar e acabamento próprio. Esses recursos eram oferecidos ao Manta fastback em 1974 na versão Luxus.

No mesmo ano era introduzido o Turbo Manta, um Berlinetta com turbocompressor no motor 1,9 para chegar a 156 cv -- desenvolvido pela empresa Broadspeed, foi oferecido apenas no mercado britânico. Tinha câmbio manual ou automático, opção de diferencial autobloqueante, cor única preta e amplas tomadas de ar frontais. O motor 1,9 com injeção aparecia depois no famoso GT/E, que abusava do preto na carroceria, tinha freios maiores e amortecedores a gás.

Motor grande em carro médio, receita bem-sucedida também no Manta TE 2800: o seis-cilindros de 2,8 litros e 142 cv o levava de 0 a 100 km/h em 7,9 s

O mais impressionante Manta dessa geração, porém, talvez seja o TE 2800 concebido em 1971 pela preparadora belga Transeurop Engineering. Com um motor de Opel Commodore de seis cilindros, 2,8 litros, 142 cv e 22,4 m.kgf de torque, acelerava de 0 a 100 km/h em 7,9 s e atingia a máxima de 207 km/h. Recebia bancos Recaro, freios a disco ventilado, rodas de 7 pol de tala com pneus 195/70-13, pára-lamas alargados, spoiler dianteiro, volante Nardi e suspensão recalibrada. Continua

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Data de publicação deste artigo: 17/9/02

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