|
Gueixa com fôlego de ninja
Após um
início obscuro, Silvia tornou-se um dos |
É curioso o hábito de
certas marcas colocarem nomes femininos em seus carros. Fica fácil
associar o veículo a uma imaginária jovem atraente que mereceu tal
homenagem de um projetista apaixonado. A italiana Lancia produziu
Fulvias, Flavias e Aurelias durante alguns anos. A Nissan, antes
chamada de Datsun em vários mercados, mesmo sem um padrão para toda
linha, também batizou de Violet, Cherry e Gloria alguns modelos. |
![]() |
O modelo inicial (aqui o de 1966) tinha linhas retas e motor 1,6 de 96 cv. Custava caro e fez pouco sucesso |
|
O capô inclinado sobre
a grade, rodas grandes e pára-choques estreitos revelavam a inspiração
européia do desenho. O Silvia 1600 Coupé foi desenhado pelo conde
alemão Albrecht Graf von Goertz, veterano da Studebaker, BMW e
Porsche, na qual participou do desenvolvimento do 911. Ele até ajudou
a preparar uma versão quatro-portas nunca produzida do Silvia e criou
o conceito do que viria a ser o lendário Datsun 240Z. Mas o que torna
esse modelo inaugural do carro mais interessante é a raridade: cerca
de 550 foram produzidos. |
| No interior da primeira geração, painel bem-equipado e o clássico volante de três raios com aro de madeira |
![]() |
|
O resultado era apenas razoável: 96 cv a 6.000 rpm e torque máximo de 13,5 m.kgf a 4.000 rpm. Com seu preço alto, manufatura trabalhosa e o conseqüente apelo limitado, ele parecia fadado a sair logo de linha e entrar mais rápido ainda para o esquecimento do público. O primeiro prognóstico se confirmou em 1968; o segundo era bastante equivocado. Em 1974, o nome Silvia voltava a figurar no catálogo da empresa. Continua |
Carros do Passado - Página principal - e-mail Data de publicação: 14/10/03 © Copyright - Best Cars Web Site - Todos os direitos reservados |