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Mugen propõe
versões
"quentes"
com base no Civic Type-R
A Mugen Motorsports foi fundada em 1973 por Hirotoshi Honda, filho
do fundador da marca japonesa, Soichiro, e por Masao Kimura. A
preparadora de carros de rua e de competição —
cujo nome significa "sem limites" em japonês —
não pertence à Honda, mas está bastante ligada a ela desde que
preparou o motor de 1,2 litro do primeiro Civic.
Ao contrário de americanos e brasileiros, os japoneses não têm em
seu mercado local o esportivo Civic Si, mas sim o Type-R, com
potência pouco maior (220 cv) e diferenças no estilo da frente e da
traseira em relação à versão ocidental, que se repetem em toda a
linha nipônica. Com base no Type-R, a Mugen elaborou variações
muito interessantes.
Lançado no último Tokyo Auto Salon, evento de carros preparados, o
Type-RR está disponível em série limitada de 300 unidades. A
aparência do Civic se torna bastante esportiva com novos
pára-choques (com entradas de ar em motivos triangulares no
dianteiro e difusor de ar no traseiro, por onde saem grandes
escapamentos), saídas de ar no capô, enorme aerofólio traseiro e
saias laterais. As belas rodas evidenciam os discos de freio Mugen
com pinças Brembo.
O motor de 2,0 litros com duplo comando i-VTEC, que produz a
potência de 220 cv no Type-R original, passa a 240 neste RR com
torque de 22,1 m.kgf. A empresa anuncia máxima de 241 km/h e 0-100
em seis segundos, o que deixa bem para trás o modelo de série.
Contribui para a aceleração o peso reduzido em 30 kg, enquanto a
suspensão esportiva deixa o Civic mais firme e 15 mm mais baixo.
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Por enquanto um estudo, o
Type-RR Experimental Spec leva
ao extremo a redução de peso. Não estranhe a frente que parece
montada com peças de outros carros: pára-choque e pára-lamas são
de fibra de carbono, em acabamento natural negro, e o capô
de alumínio —
deixados sem pintura para não passarem despercebidos.
O interior também ganha fibra de carbono nos
acabamentos de portas, no console e nos bancos dianteiros Recaro do
tipo competição. Solução inusitada é que o painel teve invertidos os
mostradores, ficando o conta-giros agora elevado e os demais instrumentos embaixo,
vistos através do volante.
O Experimental não é só aparência: o motor passou a 2,2 litros, com
potência de 260 cv e torque de 23,9 m.kgf, e o câmbio de seis
marchas é seqüencial. O pedal de embreagem só é usado para arrancar,
sendo dispensado nas mudanças de marcha. Ele tem ainda rodas e
freios especiais e escapamento de titânio, que reduz mais 7,6 kg do
peso. O resultado final na balança, porém, não é divulgado. |
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Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação |
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