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Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

Ruf RGT: alternativa aspirada ao 911 Turbo
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Especialista em Porsches desde 1953, a preparadora alemã Ruf é das mais respeitadas do mundo quando se fala nos carros de Stuttgart. Suas últimas criações, o RGT e o 3400S, são as primeiras baseadas nos atuais modelos 911 (geração 996) e Boxster.

O RGT, ao contrário do CTR 2 aqui mostrado meses atrás (saiba mais), é um 911 naturalmente aspirado e sem ambições de supercarro. A meta foi extrair o melhor de um Carrera 2, proporcionando desempenho excelente para aqueles que não apreciam turbocompressores.

O motor original de 3,4 litros dá lugar ao 3,6 do GT3 (leia apresentação), dotado de requintes como bielas em titânio e projetado para atingir regimes muito elevados. Ele então recebe sistemas de admissão, escapamento e comandos de válvulas Ruf e passa a 385 cv a 7.700 rpm, com torque máximo de 37,7 m.kgf a 5.200 rpm. Segundo a empresa, o RGT pode superar 300 km/h.

A suspensão recebe molas e amortecedores mais firmes e a altura de rodagem diminui em cerca de 30 mm. Os freios são enormes -- 330 mm de diâmetro -- e usam pinças de quatro pistões.

As rodas de 18 pol (tala 8 pol na frente e 10 pol atrás, com pneus Michelin Pilot Sport 225/45 e 285/30, na mesma ordem), o aerofólio traseiro e o pára-choque dianteiro, inspirado no 911 Turbo, são substituídos.

Internamente, os bancos são os mesmos do GT3, leves e envolventes, mas com clara perda em conforto -- a empresa permite manter os originais. Volante e painel, cujos instrumentos adotam grafia em verde, são exclusivos da Ruf.

Para os norte-americanos, que não puderam adquirir o GT3, o RGT aparece como uma excelente substituição -- mas, nos EUA, custa mais que o próprio Turbo de 420 cv.

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