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Firebird III: piloto automático

É um pássaro? É um avião? Não, é o Firebird III (à direita) apresentado pela norte-americana Pontiac em 1958. Reunia inovações da indústria aeroespacial, a começar pela turbina no lugar do motor. Um sistema com transístores e elementos eletrônicos sob o automóvel podia seguir ondas de baixa freqüência transmitidas por cabos inseridos nas estradas: era o começo do que se pode chamar de piloto automático. No interior não havia volante ou pedais e aparecia um revolucionário sistema de controle de climatização. Outra inovação era o travamento das portas por ultrassom.

Texto: Fabrício Samahá

Pontiac Firebird III

Um Ka conversível?

Ghia Saetta

Quase isso. O estúdio italiano Ghia expôs o Saetta no Salão de Turim, em abril de 1996, com a proposta de um roadster de dois lugares compacto e acessível. Uma barra estrutural ligava o centro do pára-brisa à traseira, criando uma estrutura mais rígida. O New Edge Design da Ford estava bem presente e acabou definindo as linhas frontais do Ka, que seria lançado em Paris seis meses depois.
 
O requinte da Bugatti

Bugatti EB 112Não é de hoje que a italiana Bugatti apresenta sedãs de luxo e esportivos que ainda não chegam às linhas de produção. Em 1992 mostrou o EB 112 (à direita), um conceito de 5,13 metros de comprimento (3,10 metros entre eixos) e tração integral.

Na mecânica a marca ainda não ousava tanto, com os recentes motores de 18 cilindros em W da "era Volkswagen". O EB tinha um V12 de 6 litros e 60 válvulas, com 455 cv a 6.300 rpm e um torque generoso de 60,2 m.kgf a 3.000 rpm. Apesar dos 1.800 kg de peso, acelerava de 0 a 96 km/h (60 mph) em apenas 4,3 s e atingia a barreira dos 300 km/h.

A falência da Bugatti e sua posterior aquisição pela VW puseram fim ao projeto 112, mas não à sua proposta, que ressurgiu em boa parte no recente EB 218.

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