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> Jeep Liberty

O sucessor do bem-sucedido Jeep Cherokee, que sai de linha em meados do ano, é mais urbano e menos fora-de-estrada, para ganho em conforto e economia de combustível. Possui linhas modernas e agradáveis, com nítida inspiração no Jeep Wrangler na dianteira, com faróis redondos e a típica grade Jeep. Molduras de pára-lamas salientes (pintados na cor da carroceria na versão Limited) dão um ar de robustez, enquanto os cantos curvos não fazem lembrar em nada o antecessor.

Com estrutura monobloco (a exemplo do Cherokee e Grand Cherokee) e novas suspensões, sendo a dianteira independente, está bem mais agradável de dirigir. Mas para os adeptos do fora-de-estrada a Jeep vai oferecer um pacote especial que traz maior proteção à parte inferior, diferencial Trak-Lok e suspensão com ajuste automático de altura em função da carga e 2,5 cm a mais no curso.

A tração é integral em todas as versões e há três motores, sendo o mais potente um inédito V6 de 3,7 litros (derivado do V8 de 4,7 litros do Grand Cherokee) a gasolina, com 210 cv, 31,1 m.kgf de torque e árvore de balanceamento. A opção mais em conta é um quatro-cilindros de 2,4 litros e 154 cv, o mesmo da minivan Caravan, havendo ainda um interessante turbodiesel 2,5-litros, com injeção common-rail, cerca de 140 cv e 35 m.kgf, apenas para mercados internacionais. Não há opção V8 para não entrar em conflito com o Grand Cherokee.
O interior do Liberty está mais espaçoso e lembra o do conceito Jeepster (saiba mais), mostrado no Salão de Detroit de 1998. As vendas começam só em setembro, sendo que a vinda do modelo para o Brasil e para a Europa ainda não está certa. Seu lançamento impulsionará a produção da nova fábrica em Toledo, Ohio, em 200 mil unidades. O Liberty, que poderá ser o lançamento mais significativo do segmento em 2001, mostra que a Jeep quer completar seu 60º. aniversário com o pé direito. Continua

(por Henrique Mendonça)  

Números & curiosidades
> São necessários 14 semi-reboques para carregar os mais de 62.000 m2 de carpete usados nos corredores e estandes do salão. Se disposto em uma faixa de 60 cm de largura, o carpete utilizado poderia revestir mais de 100 km. Se uma casa consome em média 100 m2 de carpete, o do salão permitiria cobrir mais de 600 casas.
> O consumo de energia elétrica do salão equivale ao de 360 casas, em média, por um período de seis meses. O evento utiliza quase 20 km de cabos elétricos.
> A preparação do salão leva dez semanas, durante as quais mais de 1.500 funcionários trabalham na montagem. Há 15 anos, bastavam quatro dias para a preparação de todo o Cobo Hall.
> O valor dos estandes supera US$ 200 milhões, sem contar os mais de 700 veículos neles estacionados. Este ano há mais de 20 estandes em dois andares e um em três andares, o da Volkswagen. Curiosamente, no Salão de São Paulo a VW evita estandes elevados desde que uma falha de montagem, anos atrás, provocou um acidente com ferimentos em diversos jornalistas e funcionários.
> A área de exposição do Cobo Hall, considerando-se o ganho dos estandes de dois ou mais andares, chega a 860.000 m2. O maior estande é o que reúne todas as marcas do grupo General Motors, com cerca de 15.300 m3.
> Detroit tem o único salão norte-americano considerado internacional pela Organisation Internationale des Constructeurs D'Automobiles (OICA), de Paris, órgão encarregado dessa classificação.
> O salão é um dos que tiveram mais edições na história do automóvel: 85 desde sua inauguração em 1907, não tendo ocorrido apenas em quatro anos de guerra.

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