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Muitos lançamentos mundiais marcam o Salão de
Genebra de 2008, como o Best Cars vem
noticiando, mas um produziu enorme interesse por ser
algo muito pequeno e barato: o
Tata Nano, pela
primeira vez exposto em um salão internacional. O
estande do carro indiano esteve lotado nos dois dias
de imprensa do salão e espera-se que o mesmo ocorra
a partir desta quinta-feira (6), quando o Palexpo (Palais
des Expositions) de Genebra abre-se ao público,
permanecendo assim até dia 16.
O que não se esperava era que os indianos fizessem
tanto mistério sobre o Nano, não permitindo acesso
ao interior e até sendo grosseiros. O Best Cars
conseguiu por acaso se sentar ao volante e pôde
constatar que está tudo localizado como deve ser.
Quase tudo: os pedais são muito deslocados para o
centro (para a esquerda, pois o carro exposto tem
direção na direita, segundo a mão de direção na
Índia). Mas duas coisas chamaram a atenção: há
repetidores dos indicadores de direção, item que no
Brasil foi sumariamente eliminado em muitos casos, e
o carpete conta com bate-pé na região dos pedais,
outra “depenação” brasileira.
Olhando por baixo do carro (o que os irritou os
indianos), vê-se a suspensão traseira independente
por braço arrastado. Os pneus são 155/65-12 na
versão básica e 165/65-13 na superior, com fixação
por três parafusos num e quatro no outro. A
suspensão dianteira é McPherson. Mas o cúmulo da
falta de respeito dos indianos da Tata foi hoje (5),
no segundo dia de imprensa: não se podia mais chegar
perto dos carros. Ambos estavam em palcos giratórios
cercados... Mau começo, indianos.
De resto, um salão festivo, entrevistas coletivas
dos principais executivos das fábricas o dia
inteiro, em intervalos de 15 minutos, e o tema do
momento mais forte do que nunca em Genebra: conter
as emissões de CO2. Numa das apresentações, a do
Mercedes-Benz SL, depois que o executivo-chefe da
Daimler, Dieter Zetsche, terminou o discurso foi
encenado o belo balé “A morte do cisne” no próprio
estande.
Isto é Genebra.
Bob
Sharp
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