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A evolução da lenda

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O ano começa com a aguardada sexta geração do
mais tradicional carro esporte americano, o Corvette

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação
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Os faróis, não mais escamoteáveis, e as menores dimensões marcam o novo estilo do Corvette, que guarda forte identidade com o anterior. Por dentro, acabamento e materiais ganham em qualidade

Para os "vettemaníacos", os aficionados pelo carro esporte da Chevrolet que há 50 anos fascina multidões (leia história), não poderia haver melhor início de ano: à 0h01 do dia 1º. de janeiro (pelo horário GMT) a General Motors liberou a divulgação pela imprensa da sexta geração do Corvette, em antecipação à estréia oficial no dia 4 no Salão de Detroit.

O C6, como já ficou conhecido, é provavelmente o lançamento mais aguardado do evento internacional americano. Assim como ocorreu em 1963, 1968, 1984 e 1997, a nova geração marca uma completa reformulação, mas desta vez o estilo básico mantém a identidade do modelo anterior, algo cada vez mais importante em um tempo de carros assemelhados. Por ora foi revelada apenas a versão Coupé, com teto targa, que chega ao mercado no terceiro trimestre. No último começam as vendas do conversível, a ser apresentado ainda no primeiro semestre. É possível que haja ainda um Hardtop, com três volumes definidos.

Contrariando as tendências atuais, o novo Vette é bem mais curto — 13 cm — e pouco mais estreito que o antigo, mas a GM garante não haver redução de espaço útil. O resultado é um carro mais ágil, sem prejuízo à aerodinâmica. Pelo contrário: com Cx 0,28, é o mais favorável ao ar dos Corvettes, além de apresentar baixa sustentação. A maior novidade no estilo é a frente com faróis convencionais (quatro unidades sob lentes únicas com lâmpadas de xenônio) em vez de escamoteáveis, que o acompanhavam desde o StingRay de 1963.

As formas estão mais angulosas, com os pára-lamas em claro destaque parecendo músculos, mas algumas posições revelam uma incômoda semelhança com o atual Dodge Viper. O vidro traseiro chega mais perto do final da carroceria, que exibe as já habituais quatro lanternas, agora circulares e não mais ovaladas. Também como antes, as rodas posteriores têm aro uma polegada maior que as dianteiras, tendo crescido para 19 e 18 pol, na ordem. Continua

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Data de publicação: 3/1/04

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