O Spyder, por seu motor central, gerou a necessidade de se desenvolver um chassi diferente do VW, e ao fazê-lo, a empresa conseguiu também preservar a principal característica do carro original: o baixíssimo peso. Esse chassi é tubular, com tubos de 3 pol de diâmetro pintados com tinta epóxi para resistir
à corrosão. As carrocerias em plástico também têm qualidade exemplar. |
| O motor do
carro original era um boxer de quatro cilindros e
refrigeração a ar, como no 356 e no Fusca, mas tinha duplo comando
nos cabeçotes e extraía 115 cv de apenas 1,5 litro |
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Grande parte da produção da pequena empresa, hoje sediada na cidade paulista de Jarinu, é destinada à exportação, outro fator determinante na sobrevivência da Chamonix. Desde o início, Chuck Beck é o importador americano e as vende naquele mercado como Beck Spyder. Carros também são vendidos na Europa, Japão e Oriente Médio. |
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O primeiro modelo da Porsche,
o 356, também é reproduzido pela Chamonix. Esta versão Cup vem
pronta para competir |
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Herr Doctor Ing. Ferdinand Porsche não deixa dúvidas em seu currículo. Foi simplesmente o maior gênio que chegou a encostar uma caneta nanquim no
mailer para projetar um automóvel. Sua história se confunde com a do automóvel em si. A grande ironia é que ele nunca projetou um carro de marca Porsche. |
| O Chamonix
550-S Spyder: um esportivo essencial, de acabamento espartano mas preparado
para oferecer diversão em doses generosas |
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Alguns destes projetos foram desenvolvidos quando Porsche era empregado das empresas citadas, outros como projetos comprados. Já na década de 20, havia partido para uma "carreira solo", criando o que provavelmente foi um dos primeiros escritórios de engenharia independente a prestar grandes serviços para a indústria. A companhia Porsche, então, nasceu e foi antes de tudo uma empresa de projetos. Porsche foi um dos primeiros "terceiros". Ainda hoje grande parte do faturamento vem deste tipo de trabalho. |
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O importador americano revende
o Spyder como Beck 550. Os carros também são vendidos na Europa, Japão e Oriente Médio |
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Sua contribuição para o esforço de guerra alemão fez com que, terminada a guerra, fosse preso na França. Após amargurar alguns anos de cadeia, foi julgado, absolvido e libertado. Quando saiu da prisão, já velho e debilitado, encontrou seu filho, Ferdinand "Ferry" Porsche, construindo pequenos carros-esporte em cima de plataformas de Fusca, em um pequeno galpão que antes fora um moinho de trigo, na pequena cidade de Gmund, Áustria.
Continua |
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