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Primeiro foi uma foto;
depois, duas outras e o nome. Agora a Ferrari escancara de vez as
informações e imagens sobre o Enzo, o supercarro que lança em
setembro no Salão de Paris para suceder aos F50 e F40.
Do desenho da carroceria, construída em alumínio e fibra de carbono,
há pouco mais o que falar. Como se esperava, não foi preciso adotar
aerofólio: o fundo plano, com extrator de ar na traseira, e os dutos
frontais geram sustentação negativa o
bastante para mantê-lo na pista em altíssima velocidade -- por
exemplo, 775 kg a 300 km/h. Interessante é que, acima dos 300, dois flaps
e um sutil spoiler traseiro assumem nova posição em benefício da
redução do arrasto aerodinâmico, o que reduz a sustentação
negativa a 585 kg ao atingir 350 km/h.
O interior deixa de ser segredo, mas não havia muito o que esconder.
Já se aguardava o uso de "borboletas" atrás do volante
para as trocas entre as seis marchas, única opção de transmissão
disponível. O sistema é tão rápido quanto o do F360 Modena,
chegando a efetuar mudanças em 150 milissegundos, e permite ajustar
no próprio volante o modo de funcionamento: Sport, Race (corrida) e
Reverse (marcha à ré). Os bancos tipo concha são de fibra de
carbono.
O motor do Enzo tem 12 cilindros em V de 65°, 6,0 litros de
cilindrada, duplo comando variável em
cada bancada (pela primeira vez num Ferrari) e acionamento direto das
válvulas, que são apenas quatro por cilindro. Tanto o coletor
de admissão quanto o de escapamento são continuamente
variáveis, sendo o primeiro deles baseado no sistema da Fórmula 1. O
codinome F140, com que o carro apareceu em uma exposição em Tóquio,
refere-se na verdade ao projeto do motor. Continua
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