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Ao contrário dos
Ferraris mais esportivos, como o F 575 M e o Enzo,
o 612 é um cupê de luxo, com ênfase no conforto. Acomoda dois adultos
e duas crianças em um interior muito sofisticado, com fácil acesso ao
banco traseiro, ar-condicionado com dupla seleção de temperatura e um
sistema de áudio Bose, especialmente ajustado em função da acústica do
carro. O porta-malas leva 240 litros, 25% mais que em seu antecessor.
Alma de F 575
M Assim como o 456
em relação ao F550 Maranello (de 1997), o Scaglietti utiliza o mesmo
motor do F575 M. O V12 de 5.748 cm³ e 48 válvulas, todo de alumínio,
desenvolve neste caso 540 cv (ganho de 25 cv sobre o 575 M) a 7.250
rpm e torque máximo de 60 m.kgf a 5.250 rpm. Apesar de todo o peso,
acelera muito rápido, de 0 a 100 km/h em 4,2 segundos. A velocidade
máxima declarada é de 315 km/h.
O câmbio é sempre um manual de seis marchas, podendo vir com comando
convencional ou com o sistema automatizado eletroidráulico, com
"borboletas" atrás do volante, agora denominado F1A, uma evolução do
conhecido F1 lançado em 1998 no
F355. A Ferrari garante que as mudanças estão mais rápidas e
suaves. O motor dianteiro montado atrás do eixo e o câmbio na
traseira, junto do diferencial em um
transeixo, garantem distribuição de peso muito boa: 46% à frente,
54% atrás.
O fabricante não divulga informações sobre suspensão, mas informa que
há um sistema de controle ativo da carga dos amortecedores e modernos
controles de tração e de estabilidade.
As rodas são de diâmetros diferentes: 18 pol à frente, com pneus
245/45, e 19 pol na traseira, com 285/40. As vendas do 612 Scaglietti
para a Europa começam em março, mas é no mercado americano — tão
adepto do conforto, mesmo em carros esporte — que a marca do cavalo
empinado está de olho.
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À frente, o motor V12
conhecido do F 575 M, agora com 540 cv e 60 m.kgf de torque. No
interior, conforto para quatro pessoas e a opção do câmbio
automatizado F1A, com mudanças por alavancas junto ao volante |