Máquinas fantásticas,
Leves, sofisticados e com até 650 cv, os carros do Grupo |
Quem assiste hoje a uma prova do
Campeonato Mundial de Rali (World Rally Championship, WRC), pode se entusiasmar com os carros de aparência similar aos de rua e que desenvolvem 300 cv. No entanto, houve cerca de 20 anos atrás uma categoria de rali que superava em muito o desempenho dos modelos atuais, acabando por ser extinta pela autoridade desportiva internacional devido à elevada potência dos motores, aos riscos inerentes e a diversos acidentes: o Grupo B. |
| O pequeno
Peugeot 205 T16, acima, e o estranho Lancia Monte Carlo 037, ao lado:
representantes de uma categoria famosa por seu desempenho e pela
violência dos acidentes ocorridos |
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Embora já existisse antes como Grupo 4 na classificação do Anexo J ao Código Desportivo Internacional até o final de 1981, foi como Grupo B -- carros de Grã-Turismo, mínimo de dois lugares -- que a classe ganhou fama, de 1984 a 1986, pelo desempenho espetacular de seus carros. |
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Apenas 200
unidades precisavam ser fabricadas para a homologação do carro. O
resultado: máquinas extremamente sofisticadas, com chassi tubular,
carroceria de kevlar e motor turbo com mais de 500 cv (ao lado o Ford
RS 200) |
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O conceito básico dos carros consistia em chassi tubular do tipo treliça e
motor em posição central -- apenas Audi e Toyota usaram estrutura monobloco convencional com motor dianteiro. Transmissão, suspensão (em geral de braços sobrepostos à frente e atrás), freios, dimensões, peso e o emprego ou não de superalimentação ficavam à escolha do fabricante, respeitado o coeficiente de equivalência vigente na época, 1,4 (a cilindrada máxima dos motores de
aspiração natural era 40% superior à dos superalimentados). Hoje esse coeficiente é 1,7, evidência do progresso da superalimentação. |
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Embora o tenha projetado com o
Grupo B em foco, a Porsche não chegou a competir nele com o 959: o
pesado cupê era mais adequado aos ralis nos desertos africanos |
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O desempenho do Grupo B era impressionante: com motores de mais de
500 cv e peso inferior a uma tonelada, alguns modelos chegavam a ter menos de 2 kg/cv de relação peso-potência. Na temporada de 1986, o finlandês Henri Toivonen cobriu uma volta do circuito português de Estoril em 1min18s1 -- como comparação, Ayrton Senna fez a
pole-position no mesmo circuito, no GP de Fórmula 1 daquele ano, em 1min16s7. E o Lancia Delta S4 de Toivonen levava um co-piloto... Continua |
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