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Se a tração 4x4 superou as expectativas, o carro não era o mais adequado para o Grupo B, pela construção monobloco e o peso elevado. Mas em 1984 a Audi adotava a versão Sport, de entreeixos mais curto (dando-lhe aparência um tanto estranha), com motor de 2.133 cm3, cinco cilindros, 20 válvulas e cerca de 500 cv, carroceria em Kevlar e câmbio de seis marchas. Com Stig Blomqvist ao volante, o novo carro venceu o Mundial de Pilotos e o de Construtores naquele ano.

Um tanto curioso pelo entreeixos reduzido, o Quattro Sport esbanjava potência -- mais de 600 cv na versão S1. Um motor de 1.000 cv foi desenvolvido pela Audi, mas nunca utilizado em ralis

Em 1985 a Audi perdia a coroa para o leve e ágil Peugeot 205, mas não desistia. Uma versão ainda mais brava, o Sport Quattro S1, era introduzida no Rali dos 1000 Lagos, esbanjando mais de 600 cv -- o mais potente carro de rali da história. Grandes aerofólios geravam sustentação negativa para mantê-lo no solo em alta velocidade.

Com apenas uma vitória, em San Remo, a Audi retirou-se do Grupo B após o acidente fatal de Henri Toivonen. Não escondeu, porém, que já tinha pronto um motor de 1.000 cv para rali, que nunca seria usado. Os pilotos o consideravam indirigível.

Áudio: o Audi Quattro Sport S1 em ação
(arquivo MP3 de 1,8 Mb - 2min14s)
O pequeno 205 T16 da Peugeot impressionou pelo esquema mecânico, logo copiado por muitos: chassi tubular, motor central e tração integral. O piloto podia ajustar a bordo a repartição de torque

Peugeot 205 T16   Vencedor em sua terceira prova, o Rali dos 1000 Lagos de 1984, o pequeno 205 impressionava pelo esquema mecânico, logo seguido por vários concorrentes: chassi tubular, tração integral e motor 1,8 turbo de 16 válvulas e 440 cv em posição central. O piloto podia selecionar a bordo a melhor distribuição de torque entre os eixos.

No ano seguinte um acidente com várias capotagens tirou do campeonato, por mais de um ano, o líder Ari Vatanen, que retornaria para vencer o Rali Paris-Dacar e a subida de montanha Pikes Peak, nos Estados Unidos. Mas seu colega Timo Salonen garantiu os títulos de Pilotos e de Construtores para a marca. No último rali de 1985, na Inglaterra, a Peugeot introduziu o 205 Evolution 2 para enfrentar novos carros da Audi, Lancia, Ford e Rover.

A versão Evolution 2, mais leve e potente, garantiu à marca francesa os Mundiais de Pilotos e de Construtores pela segunda vez em 1986

Mais leve, potente e com amplos aerofólios, o carro garantiu novamente ambos os títulos no ano seguinte, pilotado pelo jovem Juha Kankkunen. O regulamento do Grupo B permitia ao fabricante homologar uma única evolução da versão original homologada, bastando produzir 20 unidades em um ano.

Ford RS 200   Depois de fracassar com o Escort RS 1700T, uma versão de tração traseira e motor turbo, a Ford optou por desenvolver um carro novo para o Grupo B. O RS 200 seria vendido ao público em quantidade suficiente para gerar lucro, o que a levou a contratar o estúdio Ghia para a carroceria e a Reliant Engineering para o chassi. O resultado foi um dos mais elegantes modelos de rali.

Com estilo Ghia, o RS 200 foi talvez o mais elegante modelo do Grupo B. A Ford esperava ter lucro com sua venda ao público comum, mas o carro chegou tarde aos ralis

O esquema básico era comum -- tração integral, motor central, chassi tubular e carroceria em Kevlar --, mas o RS exibia distribuição variável de torque entre os eixos, dois amortecedores para cada roda e motor preparado por Bryan Hart, fornecedor de motores para a F1 na década seguinte. O 1,8-litro de 16 válvulas, com turbo, desenvolvia mais de 500 cv. Continua

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