E como isso foi feito? Com o projeto básico e os parâmetros de desempenho definidos, conseguiu-se uma superfície externa básica para ir ao túnel de vento. Nesse modelo em escala, desmontável, eram testadas as variações possíveis de frente, traseira,
etc. Só a partir daí Stevens julgou conhecer o suficiente para conseguir desenhar. |
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O F1 começa a
impressionar pela insólita abertura das portas. As linhas básicas
foram testadas em túnel de vento e depois "modeladas" pelo
projetista Peter Stevens |
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Ao contrário da maioria dos fabricantes, Murray sabia como utilizar ao máximo o túnel de vento. A prática usual da indústria é levar o modelo do estilo ao túnel, onde o carro fica estático e medem-se o
coeficiente aerodinâmico (Cx), a sustentação negativa
(downforce) ou positiva (lift) e tenta-se balanceá-los. Em geral, para conseguir sustentação negativa se aumenta o arrasto aerodinâmico
(saiba mais) e o arrefecimento (fluxo de ar para o radiador) é relegado a segundo plano. |
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O Mc F1 não tem aerofólios
que agridem a pureza do estilo: apenas um spoiler que se ergue nas
freadas para manter o centro de pressão no local correto |
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E mais: na frenagem, com a mudança de "atitude" do carro, um pequeno spoiler traseiro aparece para manter o centro de pressão em seu devido lugar. Murray conseguiu a sustentação
negativa necessária com o arrasto aerodinâmico desejado, o que proporcionou segurança bem acima de 300 km/h. Apesar disso -- ou por causa disso --, o desenho final do carro parece ficar mais belo a cada ano, a característica básica de um clássico. A pureza das linhas, todas elas com propósito, é admirável. |
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A curiosa disposição
interna, com o banco do motorista-piloto no centro e à frente dos
demais: ampla visibilidade, peso bem distribuído e insensibilidade à
inclinação da carroceria |
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Três pessoas? Sim. Aqui vem a primeira grande sacada do carro. No que Murray chama de
arrow head driving position, ou posição de dirigir de ponta de flecha, o McLaren foi projetado em torno de uma posição central do motorista, ladeada por dois passageiros um pouco atrás, onde normalmente ficam o motorista e o passageiro. Desta forma, pôde-se manter um entreeixos razoável em um carro de motor central-traseiro, que normalmente "espreme" o motorista entre o motor e as enormes caixas de roda dianteiras. Continua |
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