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Supercarros

O McLaren dos americanos

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Elegante e projetado para 320 km/h, o S7 marca o ingresso
do preparador Saleen como fabricante de supercarros

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

O nome de Steve Saleen -- preparador em Irvine, California com 17 anos no ramo -- é conhecido de longa data nos Estados Unidos pelos que procuram mais potência para Mustangs, Explorers e outros Fords de grande cilindrada. Mas sua verdadeira incursão no terreno dos supercarros só ocorre em meados do próximo ano, quando chega ao mercado o S7, esportivo que a imprensa vem definindo como o McLaren F1 norte-americano.

Seu chassi é uma estrutura tubular em aço com chapas de alumínio, e a carroceria, de material sintético reforçado com fibra de carbono. O motor central, um V8 Ford de alumínio, utiliza aspiração natural e generosos sete litros (427 pol3) de cilindrada. O carro foi do projeto às ruas em apenas um ano e meio e lembra realmente o McLaren em detalhes como a abertura das portas, a tomada de ar no teto e as lanternas traseiras. Já a grade é típica da empresa e resulta em um estilo agressivo e imponente.

O S7 lembra o supercarro F1, da McLaren, em detalhes como as lanternas traseiras e a abertura das portas. Mas seu motor é um Ford V8 de 7 litros e 550 cv Clique para ampliar a imagem

Saleen recorreu à empresa britânica Ray Mallok para acertos do chassi e suspensão, que utiliza braços de controle duplos sobrepostos. A suspensão é fixada ao chassi por suportes de alumínio que se soltam em caso de colisão, para evitar maior impacto no chassi. A Mallok também será responsável por distribuir na Inglaterra o S7 com volante à direita.

Os freios a disco, de 15 pol na frente, utilizam pinças Brembo de seis pistões em todas as rodas, que medem 19 pol de aro. A aerodinâmica da parte inferior recebeu prioridade nos testes de túnel de vento na Universidade de Glasgow, na Escócia, com modelos em escala. A Mallok garante que o S7 gera tamanha
sustentação negativa que poderia anular seu peso e se manter colado ao teto de um túnel trafegando a 260 km/h.

Saleen recebe da Ford bloco e cabeçotes específicos para o montagem do motor 427, sendo preparados por um fornecedor da marca e então montados pelo preparador -- agora fabricante. A potência atinge 555 cv a 6.400 rpm e o torque 72 m.kgf a 4.000 rpm. O câmbio de seis marchas é um transeixo, com diferencial autobloqueante e embreagem de competição.

A empresa espera aceleração de 0 a 100 km/h em menos de quatro segundos e velocidade máxima superior a 320 km/h -- a mágica barreira das 200 milhas por hora para os norte-americanos. O S7 ainda não está completo e acertado, devendo receber bolsas infláveis, melhor acabamento e outras alterações para atender à legislação dos 50 estados dos EUA -- e às exigências do comprador de um supercarro. O interior deverá ser produzido sob medida para o tipo físico de cada cliente.

Clique para ampliar a imagem O interior sofisticado ainda requer acertos até a fabricação do carro, em meados de 2001; faltam também bolsas infláveis e outras mudanças para atender à legislação

Saleen pretende estreá-lo nas pistas antes de colocá-lo à venda nas ruas, o que só deve ocorrer em meados do próximo ano. E vender de 300 a 400 unidades dentro de quatro anos. Alguns desses carros deverão ir para as mãos de competidores da American Le Mans Series, que conta com feras do calibre de Viper, Corvette e Panoz (leia apresentação do Esperante).

Em relação a seu inspirador britânico, o McLaren F1, o S7 tem ao menos duas vantagens. Uma é que estará disponível em 74 revendedores Ford que trabalham com os componentes Saleen. A outra: com preço previsto de US$ 375 mil, será uma pechincha diante do "Big Mac", que quando produzido custava nada menos que US$ 1 milhão.

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