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A víbora, ainda mais venenosa


Dez anos depois chega um novo Dodge Viper, mais confortável e fácil de domar, mas esbanjando torque mais do que nunca


Texto: Fabrício Samahá
Fotos: divulgação

A espera foi longa: mais de dois anos e meio se passaram desde a apresentação do cupê conceitual Viper GTS-R no Salão de Detroit de 2000. Mas os entusiastas pelo Dodge Viper, o carro-esporte de linhas e desempenho brutais que o mundo conheceu pela primeira vez em 1989 (leia história), já podem celebrar o nascimento de sua segunda geração, à venda nos Estados Unidos neste último trimestre.

Desde o lançamento da primeira versão, em 1992, o Viper é um daqueles automóveis que não se pode confundir com nenhum outro, não importa de que ângulo sejam vistos. O novo modelo SRT-10 (sigla para Street and Racing Technology, tecnologia de rua e de competição, sendo 10 o número de cilindros) conserva essa característica: de pára-choque a pára-choque, o desenho é estritamente Viper, embora não deixe dúvidas de que tudo foi reprojetado.

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Embora mais curto, o novo carro tem entreeixos e largura maiores, o que o
deixou mais equilibrado. As linhas estão mais fluidas, mas continuam agressivas

O aumento da distância entre eixos em 6,6 cm tornou o estilo mais equilibrado (a largura cresceu 6 cm e a altura 9,1 cm, mas o comprimento está 2,2 cm menor que no antigo R/T 10), enquanto alguns caracteres das versões iniciais estão de volta, como os escapamentos laterais. Um sistema de comunicação entre os gases da tubulação esquerda e da direita evitou que eles emitissem, cada um, o som de apenas cinco cilindros, como nos primeiros Vipers.

Segundo a Chrysler, as exigências dos "viperistas" incluíam maior potência, menor peso, freios mais potentes, mais conforto, um quarto-pedal ao lado da embreagem e uma capota conversível. Por outro lado, eles rejeitavam idéias como instrumentos digitais, controle automático de velocidade, porta-copos e um estilo refinado e sisudo.

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Os faróis superelipsoidais estão em grupos óticos que lembram os olhos da víbora.
E pela primeira vez há um Viper conversível sem arco de proteção na traseira

Com base nessas demandas foi criado um Viper fiel a suas tradições: um roadster com enorme capô abrigando o motor V10, dois lugares quase sobre o eixo traseiro, linhas agressivas e o mínimo de aparatos eletrônicos -- controle de tração, nem pensar. A rigor, um fato inédito é se tratar de um conversível puro, sem a estrutura de proteção na traseira que o acompanhava desde o lançamento, em 1992. O único Viper da primeira geração que não a adotava era o primeiro carro-conceito, de 1989. Continua

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Data de publicação deste artigo: 27/8/02

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