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Quem se habituou a ver a Peugeot como fabricante de carros pequenos e
médios, sem grande expressão nos segmentos de topo do mercado, vai se
impressionar com sua estrela no Salão de Paris: o 907, um supercarro
conceitual com motor V12 de 500 cv.
Denominado na progressão dos atuais modelos da marca (representaria a
série 9, acima da minivan 807), o 907 lembra a dupla de conceitos
RC Diamonds e RC Spades, do Salão de
Genebra de 2002, mas suas linhas são menos angulosas, mais clássicas.
Alguns ângulos remetem a modelos antigos da Ferrari e de outras marcas
européias. Detalhe singular é o capô dianteiro com uma seção
transparente, para exibir as cornetas de admissão do motor.
O pára-brisa e o teto formam um único vidro, que encontra o traseiro,
e há um aerofólio atrás. As rodas de 18 pol recebem pneus 275/40 à
frente e 345/35 na traseira. Por dentro, o revestimento combina couro
em tom castanho a alcântara cinza, com parte do volante e pomo do
câmbio em madeira. O painel analógico soma-se a um mostrador digital
no console, com sistema de navegação e
toca-MP3.
O carro é baixo (1,21 metro) e largo (1,88 m), com comprimento de 4,37
m e entreeixos algo curto, 2,50 m. O motor de 12 cilindros em "V" e
6,0 litros, do qual apenas a potência foi divulgada, resulta da união
de dois V6 de 3,0 litros da marca. Montado em posição longitudinal
atrás do eixo dianteiro, transmite potência a um
transeixo na traseira, com câmbio
manual de seis marchas. Com estrutura monobloco em carbono, consegue
um peso baixo em vista do motor usado: 1.400 kg.
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