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Para
alguns entusiastas, os carros modernos estão ficando chatos à medida em
que os auxílios eletrônicos tomam conta de tudo. Tração integral,
controles de estabilidade e tração,
freios ABS -- tudo parece depender cada vez menos da habilidade do
motorista. Talvez seja para eles que a Porsche tem oferecido, desde a
década passada, a versão GT2 do 911.
A proposta do GT2 (última versão da linha a receber as evoluções da
série 997) é obter, a partir do sofisticado 911
Turbo, um carro mais leve e que permita ao motorista explorar mais o
próprio potencial, sem que a eletrônica trabalhe tanto em seu lugar. As
diferenças começam na tração apenas traseira, em vez do sistema integral
do Turbo, e passam pelo câmbio manual de seis marchas, sem opção pelo
automático Tiptronic.
Mas não param por aí. O motor de seis cilindros
opostos e 3,6 litros, dotado de dois
turbocompressores de
geometria variável, desenvolve potência
50 cv mais alta que no 911 Turbo, chegando a 530 cv a 6.500 rpm e ao
torque de 69,3 m.kgf na faixa entre 2.200 e 4.500 rpm -- é o 911 de rua
mais potente em sua história de 44 anos. Pela primeira vez é usado em um
motor turboalimentado o coletor de admissão de expansão, que reduz a
temperatura da mistura ar-combustível, para maior desempenho e menor
consumo.
Com peso de 1.440 kg, o GT2 acelera de 0 a 100 km/h em 3,7 segundos e
alcança a máxima de 329 km/h, informa o fabricante. Além da tração,
outros elementos contribuem para a redução de peso. O silenciador
traseiro e as saídas de escapamento, de titânio, pesam a metade dos
convencionais de aço inoxidável. Os freios usam discos de material
composto carbono-cerâmica, 20 kg mais leves que os comuns de ferro
fundido, além de mais eficientes e resistentes ao superaquecimento.
A nova versão usa rodas de 19 pol com pneus 235/35 à frente e 325/30 na
traseira. E traz de série o PASM (Porsche Active Suspension Management),
controle ativo da suspensão, já que mesmo os entusiastas mais puristas
devem se render a um pouco de eletrônica. |



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