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Após dois anos da apresentação do carro-conceito
AMV8 em Detroit, chega em Genebra a
versão definitiva do Aston Martin V8 Vantage, ou "baby-Aston". O novo
cupê britânico surge para disputar espaço com esportivos de preço algo
inferior, como Porsche 911 e
Ferrari F430. Assim, a marca passa a concorrer em um segmento que
ainda não disputava.
Seu desenho é praticamente o mesmo do conceito de 2003 e, de acordo
com a Aston Martin, faz parte da reformulação estética da marca, que
teve início em 2000 com o
Vanquish. À primeira vista o novo Aston chega a confundir com ele
ou com o DB9, pela semelhança de
formas, mas tem menor comprimento: 4,38 metros, o que o torna o menor
Aston Martin em produção. Por dentro o V8 segue a mesma configuração
do DB9, utilizando bastante couro e materiais nobres, e promete
conforto e esportividade para os dois seletos ocupantes.
A demora de dois anos desde o conceito até a versão definitiva tem sua
justificativa: foram feitos nada menos que 78 protótipos, que somados
percorreram cerca de 800 mil quilômetros, nas mais diversas condições.
Somente em Dubai, no Oriente Médio, foram mais de 19 mil quilômetros
sob um calor de 48°C. Em seguida foi testado na Suécia, em condições
gélidas, a uma temperatura abaixo dos 30°C negativos. Além disso,
passou por testes de alta velocidade nos principais circuitos da
Europa, como Nardo, na Itália, e Nürburgring, na Alemanha.
O chassi é construído em alumínio, para extrema rigidez e baixo peso.
Além disso, há o emprego de magnésio em alguns painéis da carroceria,
como os das portas. A distribuição de peso é quase perfeita, sendo 49%
à frente e 51% na traseira -- contribui o emprego de um
transeixo. O motor é um V8 de 4,3
litros e 32 válvulas, em alumínio, com montagem central, que gera 380
cv a 7.000 rpm e um torque de 41,7 m.kgf a 5.000 rpm.
Usa lubrificação com cárter seco, o
que diminui seu volume e permite uma construção mais baixa, favorável
ao centro de gravidade. O câmbio de
seis marchas é manual, mas a marca anuncia que oferecerá em breve um
automático seqüencial. O “Baby” chega aos mercados europeus no início
do segundo semestre e ao americano no final do ano.
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