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Depois de aplicar seu V8 de 4,2 litros ao A4, nas versões "bravas"
S4 e RS4, a
Audi ficou com um problema nas mãos: como garantir a diferenciação dos
modelos maiores S6 e RS6, que na geração anterior usavam esse mesmo
motor. A solução estava em um dos braços do Grupo Volkswagen, a
Lamborghini: o V10 do Gallardo,
que há pouco foi aplicado pela primeira vez a um sedã, o novo
S8.
Com a adição de dois cilindros e uma cilindrada de 5,2 litros, o S6 --
que estréia no Salão de Detroit -- desenvolve potência de 420 cv a
6.800 rpm e torque de 55,1 m.kgf entre 3.000 e 4.000 rpm (51 m.kgf
estão disponíveis desde 2.500 rpm). Parte desse rendimento deve-se à
injeção direta, que permite alta
taxa de compressão (12,5:1) e maior eficiência. O ganho de 80 cv em
relação ao S6 anterior o deixa próximo do antigo RS6, que extraía 450
cv do V8 com dois turbocompressores. A Audi declara máxima de 250 km/h
e aceleração de 0 a 100 em 5,2 segundos no sedã (5,3 na perua Avant).
O restante da mecânica segue a tradição desses supercarros disfarçados
de modelos familiares, como o câmbio automático Tiptronic de seis
marchas e a tração integral permanente Quattro, que neste caso tem
como padrão enviar 60% da força às rodas traseiras. O
controle de estabilidade pode ser
desligado ou, se o motorista preferir, ser mantido enquanto se
desativa o controle de tração -- nos dois casos, o ABS dos freios
continua ativo. As rodas de 19 pol usam pneus 265/35 e são preenchidas
por grandes freios, os dianteiros de 385 mm.
Decorado sem ostentação, o S6 traz novidades como pára-lamas
dianteiros mais largos, quatro saídas de escapamento e cinco
LEDs na frente, que ficam acesos
mesmo durante o dia. Por dentro, detalhes de alumínio e fibra de
carbono trazem um ar esportivo a um carro sofisticado, cujo painel
indica a pressão e a temperatura de cada pneu. Diante de tanto
refinamento técnico, resta imaginar como será o próximo RS6, a versão
ainda mais quente da linha A6.
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