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Supercarros
A evolução da espécie

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O Audi TT chega à segunda geração, mais moderno
na mecânica, mas sem o impacto do modelo original

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

O primeiro Audi TT, de 1998, foi um daqueles carros que nasceram do modo errado. Foi um conceito desenhado por projetistas da marca sem que ninguém pedisse, em 1995 -- mas acabou por agradar a ponto de ficar oito anos em produção com o mesmo estilo, um feito raro nos dias atuais.

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Agora surge sua segunda geração, por enquanto em versão cupê de três portas (o conversível será mostrado mais tarde). Para quem temia que suas formas repetissem as do estranho conceito Shooting Brake, a boa notícia: permanece a silhueta harmoniosa do modelo original, com o teto em suave declínio até a traseira arredondada. Aliás, a harmonia só cresceu, pois em vez do defletor fixo há um aerofólio retrátil, que se ergue aos 120 km/h. A frente adota a ampla grade característica da marca, que só ele ainda não usava. No conjunto, mantém-se a forte identidade do TT original, só que reinterpretada para os tempos de hoje. Difícil é esperar que tenha o mesmo impacto do primeiro.

A nova carroceria, em aço e alumínio (este material, mais leve, está presente em 69% dela e concentrado na frente, para melhor distribuição de peso), deixou o cupê 137 mm mais longo (4,178 metros) e 78 mm mais largo (1,842 m). O interior continua com 2+2 lugares e a capacidade de bagagem, de 290 litros, passa a 700 l com o banco traseiro rebatido.

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O painel destaca as formas circulares, como nos difusores de ar, e o revestimento oferece três tons de couro. Faróis autodirecionais em curvas, interface Bluetooth para telefonia celular, comandos centralizados MMI e um sofisticado sistema de áudio são novidades.

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Já usados em vários Volkswagens e Audis, os motores do TT são o 2,0-litros turbo, com injeção direta e 200 cv, e o V6 3,2-litros de 250 cv. O primeiro permite atingir 240 km/h e acelerar de 0 a 100 km/h em 6,4 segundos, e o outro, 250 km/h e 5,7 s. O 2,0 vem com tração dianteira apenas, e o V6, só com a integral permanente. O câmbio pode ser manual ou automatizado (DSG), ambos de seis marchas; a suspensão traseira evolui para o conceito multibraço e as rodas variam de 16 a 19 pol. Como opção, amortecedores magnéticos têm sua carga alterada de forma automática.

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Data de publicação: 6/4/06

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