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Poucas marcas têm uma tradição tão honrada de produzir grandes cupês
e sedãs esportivos como a BMW. A linhagem formada por
CS,
Série 6,
M1,
Série 8 e o novo
Série 6, de um lado, e as várias
gerações do M5, de outro,
construíram uma forte reputação em ambas as categorias. Mas a marca
de Munique parece disposta, desta vez, a unir os segmentos em um só.
A proposta é apresentada no Salão de Xangai, na China, como o
conceito CS. Trata-se de um grande sedã de quatro portas (embora não
pareça, pelas maçanetas embutidas) e quatro lugares com aspecto de
cupê, na mesma linha do Mercedes-Benz CLS, do
também conceitual Aston Martin Rapide e do
futuro Porsche Panamera. Longo (5,10 metros), largo (1,98 m) e baixo
(1,36 m), o carro deu nova liberdade ao polêmico projetista Chris
Bangle para ousar, depois que protestos o levaram a certa moderação
nos últimos desenhos feitos para modelos de produção da BMW.
As grades oblongas tomam a frente e, combinadas a faróis que parecem
olhos agressivos, dão um aspecto intimidador ao CS. As laterais e a
traseira são mais suaves, sem deixar de transmitir força e
imponência, como mostra o forte vinco nos pára-lamas de trás. Rodas
de 21 pol e faróis compostos por LEDs
completam o conjunto. O interior não foi mostrado, mas a fábrica
destaca a posição de dirigir, típica de carros esportivos, e o
console central que se estende até o meio entre os bancos traseiros
individuais.
Tudo indica que o CS dará origem a um modelo de produção dentro de
alguns anos. Quando isso acontecer, deverá usar a plataforma da
próxima geração do sedã Série 7 e oferecer, na versão de topo, um
motor V12 de 6,0 litros com potência entre 550 e 600 cv. Esse
propulsor pode ser obtido a partir do V10 de 5,0 litros e 507 cv dos
M5 e M6, da mesma
forma que o novo M3 usa uma versão V8 de
4,0 litros e 420 cv da mesma família. E, apesar das quatro portas, é
possível que a BMW resgate a denominação Série 8, usada nos grandes
cupês feitos entre 1989 e 1999.
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