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Na
primeira metade da década, a BMW deu liberdade ao chefe de estilo
Chris Bangle para ousar. Foi um tempo de desenhos polêmicos como o
do Série 7 de 2001, que
dividiram o mundo entre os que amavam e os que odiavam o americano.
Agora essa fase passou e as novas gerações da marca de Munique se
tornam mais conservadoras, como se percebe pelo novo Série 7.
O sedã de topo da BMW chega à quinta geração (leia
história) com formas fluidas e elegantes, mas sem impressionar.
O que pode causar alguma sensação são as grades dianteiras mais
altas, na contramão do estilo proposto nos últimos conceitos da
empresa, e as lanternas traseiras que parecem sugadas pelas
laterais. Há também discretos LEDs no
conjunto óptico e um detalhe que liga os pára-lamas dianteiros às
portas. No restante, o ar tradicional do novo 7 (veja
o anterior) deve causar alívio em alguns e decepção em outros.
Também sóbrio, o interior tem como destaques a tela de 10,2 pol do
sistema iDrive, quadro de instrumentos de alta resolução, bancos
traseiros com ventilação e sistema de massagem, disco rígido de 40
gigabytes para armazenar músicas e quatro zonas de ajuste de
ar-condicionado.
Com vendas a partir de novembro na Europa, o grande BMW terá cinco
versões. Os motores a gasolina seguem a tendência de menor
cilindrada associada a superalimentação, para reduzir consumo e
emissões poluentes. O 740i não usa um V8 de
aspiração natural, como no passado,
mas um seis-cilindros em linha de 3,0 litros com dois
turbocompressores,
injeção direta, potência de 326 cv e
torque de 45,6 m.kgf. O 740Li usa o mesmo propulsor, mas traz
entreeixos mais longo.
O 750i e 750Li vêm com o V8 com dois turbos já visto no
X6, com 407 cv e 61,2 m.kgf,
torque que está disponível entre 1.750 e 4.500 rpm. Há ainda o 730d
com um novo turbodiesel de seis cilindros em linha, 3,0 litros, 245
cv e 55 m.kgf. À exceção deste último, que tem velocidade máxima de
244 km/h, todos estão limitados a 250 km/h e o mais rápido para
acelerar, o 750i curto, vai de 0 a 100 km/h em 5,2 segundos. A caixa
de câmbio é sempre automática de seis marchas, com tração traseira.
O Série 7 traz diversas primazias mundiais: mostrador projetado no
pára-brisa que inclui alerta de excesso de velocidade, detector de
placas de alteração do limite da via, câmeras laterais para auxílio
ao sistema de estacionamento e, segundo a marca, o mais avançado
sistema de visão noturna já usado. Ele é capaz de reconhecer
movimentos humanos em um vulto detectado, de modo a alertar o
motorista de que se trata de uma pessoa e não um obstáculo imóvel.
O alerta sobre evasão da faixa da pista, já presente no Série 5 e no
6, vem agora associado a monitoramento do que acontece nas laterais,
a fim de que o motorista saiba se houver veículos em pontos cegos de
visibilidade. O carro conta com conectividade à internet e, além da
direção com relação variável já comum na empresa, traz rodas
traseiras que esterçam em até três graus (opcional) para ajudar nas
correções de trajetória. A suspensão dianteira abandona o
tradicional conceito McPherson em favor de braços sobrepostos, como
já ocorreu no X5, e pode
contar com molas pneumáticas.
Há mais. Além de controlar o amortecimento da suspensão em três
programas (normal, conforto e esporte), o motorista pode ajustar as
respostas do acelerador, do câmbio e da direção. Os freios trazem
recursos de secagem, compensação de perda de eficiência por
aquecimento e auxílio à saída em aclives. E, também com foco no
consumo e nas emissões, a BMW adotou teto, portas, capô e pára-lamas
de alumínio, freios regenerativos (aproveitam a frenagem para obter
energia e recarregar a bateria) e alternador que se desliga quando o
motorista requer potência.
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