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Depois de 10 anos no mercado de utilitários esporte, a BMW afinal decide
associá-los às características esportivas de sua linha M, até então
composta de sedãs, cupês, peruas e conversíveis. No Salão de Nova York
surgem as versões de alto desempenho X5 M (em azul) e X6 M (em
vermelho).
O coração de ambos não é o V10 do M5, como se
poderia esperar. Além da questão de consumo e emissões, essa unidade não
traria respostas tão ágeis diante do alto peso destes modelos. Assim, o
V8 de 4,4 litros e dois turbos do
X6 50i é que foi modificado para
maiores potência e torque. Denominado M TwinPower Turbo, ele tem como
inovação o uso de um só coletor de escapamento para as duas bancadas de
cilindros, o que diminui o comprimento dos tubos e as perdas de
eficiência, segundo a empresa de Munique. A pressão dos turbos foi
elevada para 1,5 bar, o que contribui para os novos índices: 555 cv e
69,4 m.kgf, torque este presente na ampla faixa de 1.500 a 5.650 rpm.
O resultado impressiona: bastam 4,7 segundos para levar qualquer um
deles de 0 a 100 km/h, para o que concorre o controle eletrônico de
arrancada (a velocidade máxima continua limitada a 250 km/h). Nesse modo
da nova caixa automática M Sports de seis marchas, as trocas são feitas
no regime ideal para reduzir as perdas de aderência. O motorista pode
optar entre mudanças automáticas e manuais, estas por "borboletas" atrás
do volante. A tração integral permanente, de série nos dois modelos,
inclui o Controle Dinâmico de Desempenho até então restrito ao X6, que
distribui a potência não só entre os eixos, mas também entre as duas
rodas traseiras, a fim de aumentar a aderência em curvas e reduzir a
necessidade de atuação do controle de
estabilidade DSC.
Este, por sua vez, ganhou o modo esportivo M Dynamic Mode, que permite
uma condução mais ousada antes de intervir e, em última instância, ainda
pode ser desligado por um simples botão. A suspensão foi amplamente
revista: recebeu ancoragens menos flexíveis, deixou os veículos 10 mm
mais baixos e vem de série com controle eletrônico de amortecimento e de
estabilizadores, além de nivelamento automático de altura na traseira.
As versões M têm ainda freios redimensionados e rodas de 20 pol com
pneus 275/40 à frente e 315/35 atrás.
Como nos automóveis da linha M da BMW, existe o seletor de configuração
M Drive com botão no volante. Em modo esportivo, amortecimento e direção
se tornam mais firmes. Para o motor e o câmbio há escolha entre os modos
Eficiência e Esporte, em que o primeiro deixa as respostas mais suaves e
efetua trocas de marcha em menor rotação, para economia e baixas
emissões. O menu de configuração permite ajustar até as informações
projetadas no parabrisa, como velocidade e navegação.
Para nada disso passar despercebido, o X5 M e o X6 M receberam novos
parachoques, rodas esportivas, bancos mais envolventes e volante
específico. O quadro de instrumentos tem iluminação em branco e, no
contagiros, a faixa vermelha sobe à medida que o motor se aquece. Itens
de conveniência são muitos, como memória para o ajuste elétrico do
banco, sistema de áudio com 12 alto-falantes e potência de 230 watts e
controlador de velocidade ativo com
radar. Entre os opcionais, faróis com facho
autodirecional, câmera traseira para orientar manobras,
ar-condicionado com quatro zonas de ajuste, amplo teto de vidro no X5 e
teto solar no X6. Mais fotos |