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O
charme de um cupê esporte, o conforto de um amplo sedã e a consciência
ecológica da propulsão híbrida: esse é
o trinômio que a Citroën buscou com o C-Métisse, conceito a ser
apresentado no Salão de Paris. O nome, muito apropriado, significa em
francês a fusão de diferentes elementos.
O carro é longo (4,74 metros) e largo (2 m), com um enorme entreeixos
(3 m), mas bastante baixo (1,24 m). Os faróis, compostos por
LEDs, e as lanternas traseiras são
ousados como toda a carroceria, em que os vidros laterais traseiros
destacam os "músculos" dos pára-lamas. A abertura das portas de modo
inusitado (veja foto) dá acesso a um interior com quatro lugares,
finamente revestido em couro branco.
O cubo central do volante, fixo, traz comandos para áudio, computador
de bordo e os controles principais do carro. Também à mão estão as
hastes para mudanças de marcha, enquanto o botão de partida surge no
console de teto, para dar a sensação de estar num avião. O motorista
ajusta facilmente sua posição, com o encosto de cabeça preso ao teto e
pedais reguláveis. Cada passageiro tem o próprio ajuste do
ar-condicionado.
A propulsão híbrida do C-Métisse combina um potente motor V6
turbodiesel, de 208 cv, a dois elétricos, um em cada roda traseira,
que fornecem 40,8 m.kgf de torque adicional. No uso urbano o carro
pode usar apenas os elétricos por até 3 km a 30 km/h, sem ruídos ou
emissões poluentes. Em rodovias, o motor a diesel consegue média de
15,4 km/l. Quando se requer máximo desempenho, o elétrico e o V6
associam-se para acelerar de 0 a 100 km/h em 6,2 segundos e chegar a
250 km/h.
Nessas condições o carro funciona com tração integral, que também é
acionada quando ocorre perda de aderência com apenas duas rodas
motrizes. O câmbio automático possui seis marchas e, apesar do tamanho
e da complexa mecânica, o peso fica em moderados 1.400 kg, para o que
concorre a carroceria em fibra de carbono.
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