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Há
quase cinco anos a Cadillac, divisão de luxo da General Motors que vem
se destacando também em esportividade, apresentou sua resposta aos
sedãs de alto desempenho alemães: o CTS-V,
uma versão do CTS com o motor V8 de 5,7 litros e 400 cv então usado
pelo Chevrolet Corvette. De lá para cá, o Corvette mudou de geração,
passou a 6,0 e depois 6,2 litros e o próprio
CTS foi reformulado. Era o momento de
lançar um novo "V".
O que agora está sob o capô é uma versão "mansa" do V8 LS9 que faz sua
estréia no Corvette ZR-1: mantém os
6,2 litros e o compressor, mas entrega
às rodas traseiras a potência de 550 cv e o torque de 76 m.kgf, ante
620 cv e 84 m.kgf do ZR-1. Fica, ainda assim, à frente em ambos os
aspectos do Corvette Z06, que extrai 512 cv e
67 m.kgf de seu V8 aspirado de 7,0
litros.
Mais importante, a Cadillac deixa para trás a Mercedes-Benz com seu
E 63 AMG (V8 de 6,2 litros, 514 cv,
64,2 m.kgf), a BMW com o M5 (V10 de 5,0
litros, 507 cv, 53 m.kgf) e a Audi com o S6
(V10 de 5,2 litros, 420 cv, 55,1 m.kgf). Mais potente, só o V10
biturbo da marca das argolas, por enquanto restrito à perua
RS6 Avant (580 cv), que mesmo assim perde
em torque para o V8 americano (tem 66,3 m.kgf). É uma pena que os
dados de desempenho do CTS-V não tenham sido divulgados, mas é lícito
esperar pouco mais de quatro segundos na aceleração de 0 a 100 km/h,
com máxima de 250 km/h ou superior.
Há seis
marchas tanto no câmbio manual quanto no automático (inédito no "V"),
que permite mudanças manuais pela alavanca seletora ou pelos comandos
no volante. O controle de estabilidade
tem quatro modos de atuação e o Performance Traction Management, um
controle de tração opcional, foi programado para obter máximo
desempenho, sem cortar potência à menor perda de aderência como
acontece em muitos casos. Na suspensão os amortecedores contam com
ajuste magnético e as rodas são de 19 pol, com tala 9 à frente (pneus
255/40) e 9,5 atrás (com 285/35). Os freios são mais potentes, embora
com discos de aço e não os de carbono-cerâmica do ZR-1.
Algumas alterações visuais repetem a receita do CTS-V anterior, como
grade em tela, rodas especiais e maiores tomadas de ar, mas desta vez
a Cadillac aplicou também um ressalto no capô. Por dentro, os bancos
dianteiros Recaro, dotados de amplos apoios laterais, e o volante têm
revestimento em microfibra, que lembra camurça e é mais fácil de
manter limpo. Para os momentos em que não se quiser ouvir apenas a
sinfonia do V8, o sistema de áudio Bose inclui disco rígido de 40 Gb
para armazenar músicas.
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