

Apesar dos componentes em comum
com o Boxster, o Cayman não deve ser considerado só sua versão cupê


As linhas suaves conseguem ótimo Cx
(0,29); o aerofólio retrátil na traseira só aparece em velocidade |
O
mundo dos carros está cercado de marcas e produtos que fazem a
diferença e que habitam o imaginário de qualquer pessoa, seja
entusiasta ou não, homem ou mulher, adulto ou criança. Ocorre que
algumas dessas marcas conseguem fazê-lo apenas por um determinado
período, o mesmo ocorrendo com determinados modelos que se tornam o
desejo dos consumidores, mas, decorridos alguns anos ou após um novo
lançamento, a história muda de figura.
Entretanto, existem marcas e modelos que superam isso e continuam
sempre com uma aura intocável. Tornam-se atemporais — adjetivo que, no
meio automobilístico, está intimamente associado à marca Porsche. A
empresa de Stuttgart, Alemanha é o único fabricante no mundo que
possui um carro que é desejado por muitos, considerado um mito e que
possui o mesmo desenho básico há mais de 40 anos. Claro que falamos do
911.
Um só modelo, porém, é pouco para sustentar a imagem de uma marca e
gerar vendas expressivas. Assim, depois que se foram os antigos
Porsches de quatro cilindros (924,
944, 968) e o grande 928 de
motor V8, a empresa buscou novos segmentos. Começou em 1996 pelo
Boxster, um pequeno roadster de motor central-traseiro, e em
2003 apostou no polêmico Cayenne.
Para muitos foi difícil de aceitar que um utilitário esporte recebesse
o emblema da Porsche, mas ele se mostrou uma referência em seu
segmento e, ironia do destino, tornou-se o mais vendido produto do
fabricante. No mesmo ano apareceu o exótico
Carrera GT, de produção
reduzida.
Eis que, no Salão de Frankfurt em setembro passado, estréia mais um
Porsche: o Cayman S. É tentador classificá-lo como uma versão fechada
do Boxster. As coisas, porém não são bem assim.
O Cayman — batizado com o nome de um pequeno e ágil jacaré que habita
as ilhas da América Central — é mais que do que um Boxster cupê.
Embora os dois carros dividam uma série de componentes, inclusive a
plataforma, pode-se dizer que o novo modelo tem personalidade própria
e marcante, com aprimoramentos mecânicos e estéticos. A primeira
grande diferença do Cayman para seus concorrentes é a localização do
motor. Ao instalá-lo em posição central-traseira, a Porsche inova no
segmento em que predominam os motores dianteiros.
Continua
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