

Há opção entre rodas de 18 e 19 pol
e freios comuns ou de cerâmica, caso em que as pinças vêm em amarelo


O motor central é exclusivo na
categoria e há ótimo espaço para bagagem ao somar os compartimentos


O motor de 3,4 litros, que fica a
meio-caminho entre o 3,2 do Boxster S e o 3,6 do 911 Carrera,
desenvolve 295 cv e traz desempenho notável ao Cayman S |
O
motor é um boxer de seis
cilindros e 3,4 litros, que tem como origem o de 3,2 litros do Boxster
S, mas recebe os cabeçotes do atual 3,6 do 911
Carrera. Com ele vem o sistema VarioCam Plus, que controla a
variação de tempo para abertura e
fechamento e também o levantamento das válvulas de admissão e
escapamento. Para obter o aumento de cilindrada, aumentou o diâmetro
dos cilindros em relação ao do Boxster S, agora o mesmo do 911 (96
mm), mantendo-se o curso de 78 mm. A lubrificação usa
cárter seco.
O coletor de admissão tem geometria
variável e é subdividido em dois fluxos. Dotado de uma borboleta de
ressonância, o coletor estabelece uma comunicação entre as bancadas de
cilindros, de maneira que, quando a borboleta está fechada, ambas as
bancadas recebem o ar de admissão de forma independente (como se
fossem dois motores de três cilindros cada), o que traz mais força em
baixas rotações. A 3.500 rpm a borboleta se abre, aumentando o fluxo
de ar admitido, e a 4.900 rpm se fecha novamente. Ao mesmo tempo se
abre uma borboleta de ressonância, para que as pulsações da coluna de
ar que se forma no coletor de admissão gerem um efeito de
sobrealimentação.
Enfim, de 5.200 rpm em diante ambas as borboletas permanecem abertas,
para que o fluxo de ar seja o máximo possível. Com tudo isso, o motor
é capaz de entregar uma curva de torque plana, com o máximo de 34,6
m.kgf a 4.400 rpm, e potência máxima de 295 cv a 6.250 rpm, com
rotação de corte em 7.300 rpm. O 3,4-litros usado no 911 há alguns
anos desenvolvia 300 cv a 6.800 rpm e 35,6 m.kgf a 4.600 rpm, com
corte também a 7.300 rpm, mostrando que o do Cayman S foi "amansado"
em nome da elasticidade.
O novo cupê pode ser equipado com um câmbio manual de seis marchas ou
com o automático Tiptronic S de cinco, que recebeu nesse carro uma
nova unidade de controle eletroidráulico, para que se implementassem
os mesmos programas de mudanças variáveis do 911. A suspensão segue a
receita básica do Boxster, mas os amortecedores são um pouco mais
rígidos. Como opcional há o sistema de controle ativo PASM (Porsche
Active Suspension Management), que oferece a escolha entre os
programas normal (priorizando o conforto) e esporte, que prioriza a
estabilidade. Além disso, essa suspensão deixa o carro 10 mm mais
baixo.
Para conter todo o ímpeto do Cayman, os freios usam discos ventilados,
os dianteiros de 318 mm de diâmetro e os traseiros de 299 mm, com
pinças de quatro pistões pintadas em vermelho. Há opção pelos discos
de cerâmica, muito mais leves, embora maiores (350 mm), e mais
eficientes. Nesse caso, as pinças são pintadas em amarelo. As rodas
são de 18 pol, com pneus de medida 235/40 ZR 18 no eixo dianteiro e
265/40 ZR 18 no traseiro, sendo disponíveis as de 19 pol.
Todo esse pacote mecânico tem como propósito entregar um desempenho
digno da casa de Stuttgart. E isso ele faz: com o câmbio manual de
seis marchas, acelera de 0 a 100 km/h em 5,4 segundos e alcança a
velocidade máxima de 275 km/h. Com o Tiptronic S seu desempenho cai um
pouco, fazendo o 0-100 em 6,1 s e atingindo 267 km/h. É uma pena que o
importador oficial não tenha permitido uma avaliação ao apresentar o
carro à imprensa, o que esperamos que ainda seja feito.
Conforto e
espaço
Embora seja um esportivo legítimo, o Cayman S é também luxuoso no
interior. Dentre os equipamentos está o pacote Sport Chrono, opcional:
trata-se de uma programação que, quando acionada, altera o
gerenciamento do motor, do câmbio e da suspensão, deixando todo o
conjunto com respostas mais rápidas. Continua
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