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Supercarros

O fim pode esperar

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Antes que se esgotasse a tendência retrô, um símbolo
de 1970 precisava ser revisitado: o Dodge Challenger

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

A onda nostálgica já cansou muita gente, mas não poderia terminar antes de trazer de volta, após 35 anos, a essência de um símbolo entre os carros americanos daquela época de ouro: o Dodge Challenger. Pois um carro-conceito com essa proposta é um dos destaques do Salão de Detroit. Desenhado pelo estúdio de estilo da DaimlerChrysler na costa oeste, o atraente cupê teve como inspiração o modelo inicial, de 1970, mas procurou corrigir suas imperfeições, como a frente muito comprida, admite a empresa.

Comparado àquele Challenger, o novo tem 15 centímetros a mais na distância entre eixos (2,94 metros) e 5 cm a mais de largura, além de bitolas mais largas, o que contribui para as proporções bem mais equilibradas. Muitos elementos do original reaparecem, como os quatro faróis circulares, o aspecto da grade, o capô com ressalto central e tomadas de ar (funcionais), a silhueta lateral com ascendência atrás das portas e as lanternas que parecem tomar toda a largura da traseira. Também ajudam as enormes rodas (20 pol à frente, com pneus 255/40, e 21 pol atrás com 265/45) e o fato de não precisar de pára-choques, ao menos enquanto conceito.

A plataforma deriva da usada nos modelos 300C, Magnum e Charger, mas ele é o primeiro duas-portas na linha, um verdadeiro hardtop sem coluna central. O interior, simples e discreto, tem no painel três instrumentos circulares analógicos e um computador de bordo, que fornece a velocidade máxima atingida em cada marcha e o tempo para acelerar o quarto-de-milha (0 a 400 metros). E não há dúvida de que acelerar é sua maior aptidão, com tração traseira e o motor Hemi V8 de 6,1 litros e 425 cv, o mesmo das versões SRT-8 da família em que ele se insere. Divulgam-se 0-96 km/h em 4,5 segundos e máxima de 280 km/h.

A Chrysler tem a saudável tradição de trazer às ruas modelos criados como conceitos, casos do Viper de 1989, do Prowler de 1993 e da Magnum de 2002. A julgar pela fama que o Challenger original obteve a seu tempo e a forma acertada como esta nova interpretação foi realizada, o sucesso de uma eventual versão de produção parece garantido.

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Data de publicação: 9/1/06

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