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Pouco mais de dois anos desde sua apresentação como
carro-conceito, no Salão de Detroit de
2006, um nome-ícone da história da Chrysler retorna ao mercado:
Dodge Challenger. O "carro-pônei" que enfrentou o Ford Mustang e o
Chevrolet Camaro, de 1970 a 1974 (leia
história), ressurge após 35 anos de ausência bem a tempo para
competir com a nova geração do Camaro e o sempre renovado Mustang, o
único deles que permaneceu vivo por todo esse tempo.
Não foi preciso alterar muito nas formas do conceito de 2006 para
chegar ao Challenger de produção, agora revelado no Salão de
Chicago. As mudanças mais perceptíveis são as lanternas traseiras em
quatro segmentos, a grade que abandonou a divisão em quatro partes e
os acréscimos de bocal do tanque, na lateral esquerda, e de
defletores na frente e sobre o porta-malas. O carro não perdeu a
imponência e o charme nostálgico da versão conceitual, que deixa
clara a inspiração no clássico de 1970 (compare-os em uma das
fotos). Já o interior do modelo final é bem mais simples e menos
futurista que o do estudo.
O novo Challenger baseia-se na plataforma LX de tração traseira, que
serve também ao Dodge Charger e ao
Chrysler 300, mas tem distância
entre eixos 10 cm menor e apenas duas portas. De início só está
disponível a versão SRT-8, em três cores (laranja, prata e preto) e
com o conhecido motor Hemi V8 de 6,1 litros. Dotado de
câmaras hemisféricas, fornece
potência de 425 cv e torque de 58 m.kgf, que resultam em aceleração
de 0 a 96 km/h em cerca de 5 segundos e de 0 a 160 km/h, voltando a
zero, em 17 s.
Mais tarde serão lançadas opções inferiores com o V8 de 5,7 litros e
mesmo o V6.
A Chrysler considera o primeiro lote de produção uma edição
especial, em que as 6.400 unidades recebem uma plaqueta com sua
numeração na série. O carro de número 1 foi vendido em um leilão por
cerca de 400 mil dólares, mais de 10 vezes o valor sugerido do
modelo. Nem chegou às ruas e o novo Challenger já tem cotação de
clássico. Mais fotos
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