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Os
"carros musculosos" (muscle cars em inglês) surgiram quando, em
1964, a Pontiac aplicou seu maior motor V8 ao modelo médio Tempest,
dando origem ao famoso GTO. Mais
de quatro décadas depois, a fórmula continua a gerar interessantes
criações — como o Golf GTI W12 650, que a Volkswagen alemã preparou
para um evento em Wörthersee, na Áustria.
O nome diz tudo sobre este carro-conceito: um
Golf GTI de quinta geração recebeu
o motor de 12 cilindros em "W" e 6,0 litros do sedã
Phaeton, só que com dois
turbocompressores, para chegar à
potência de 650 cv a 6.500 rpm — mais do que ele desenvolve em
modelos biturbo da Bentley, como o
Continental GT. Instalado
em posição longitudinal atrás dos bancos dianteiros, o propulsor
envia seu torque de 73,2 m.kgf a 4.500 rpm às rodas traseiras por
meio de uma caixa automática de seis marchas.
Com mais potência e torque que o carro mais veloz do grupo, o
Lamborghini Murciélago LP 640, a VW
anuncia 0-100 km/h em 3,7 segundos e máxima de 325 km/h para esse
super-GTI. Apenas portas, capô, faróis e lanternas do Golf original
foram mantidos, o bastante para que o carro mantivesse sua
identidade. Todo o restante é novo, com grandes tomadas de ar
frontais e laterais, pára-choque traseiro que destaca as saídas de
escapamento, enormes rodas e pneus muito largos, de 235 mm à frente
e 295 mm na traseira.
O W12 mede 1,88 metros de largura e 1,42 m de altura, ou seja, 8 cm
mais largo e mais baixo que o GTI original. As colunas traseiras
também admitem ar para refrigeração do motor e o teto, que é de
fibra de carbono como nos BMWs M3 e
M6, serve de difusor aerodinâmico, o que
dispensa um aerofólio traseiro. No interior, os bancos revestidos em
Alcântara ajudam a compor o ambiente especial.
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