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Um
sonho que pode se tornar realidade: a Ford apresenta em Detroit o
Shelby GR1, revelado em agosto último, que pode
vir a ser fabricado em série. O supercarro, inspirado no
Cobra Daytona que Carroll
Shelby construiu na década de 1960, aparece no evento com uma peculiar
carroceria de alumínio polido, que acentua suas formas vigorosas e de
forte personalidade. A traseira é vista pela primeira vez nas fotos
divulgadas pela empresa.
Abertas as portas, que a Ford compara às asas de uma borboleta, o GR1
(Group Racer 1) exibe um interior inspirado em carros de corrida: os
bancos são fixos, embora com uma concha de fibra de carbono ajustável,
e trazem revestimentos de Alcântara removíveis, moldados para o corpo
do usuário. O painel usa instrumentos analógicos, associados a um
toque de modernidade: um monitor que informa pressão e temperatura dos
pneus e as forças de aceleração imprimidas ao veículo. Outro recurso
interessante é o sistema de áudio, com
MP3, capaz de emitir ondas que cancelam certas freqüências sonoras
para tornar o interior mais silencioso.
O GR1 baseia-se na estrutura do Ford GT,
mas com motor V10 dianteiro em vez de V8 central. Com 6,4 litros e
aspiração natural, desenvolve
potência de 605 cv e torque de 69,2 m.kgf, suficientes para acelerar
de 0 a 96 km/h em menos de quatro segundos e chegar a 320 km/h, caso
não houvesse limitador eletrônico.
O transeixo na traseira, com câmbio
manual de seis marchas, é o mesmo do GT e contribui para a
distribuição de peso. As suspensões e a direção também usam
componentes desse supercarro, um meio de reduzir os custos. As rodas
são de 19 pol, com pneus dianteiros 275/40 e traseiros 345/35, e o
carro possui dois tanques de combustível, com abastecimento por bocais
separados.
A Ford não revela se o sucessor moderno do Cobra Daytona chegará ao
mercado, mas dá uma boa pista quando diz, em sua informação à
imprensa, que ele "poderia substituir o GT quando seu ciclo de vida
terminar". |



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