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A onda retrô nos
Estados Unidos parece longe de terminar. Depois de produzir versões
modernas do Fusca (New Beetle), Thunderbird, picape Chevrolet 1953 (SSR)
e Ford GT 40 (GT), entre outros, chega a
vez do Shelby Daytona Coupé, o carro de competição de teto rígido,
derivado do Cobra roadster, que o texano Carroll Shelby (com o
carro na terceira foto ao lado) desenvolveu em 1964 para competir com
os Ferraris nas pistas.
Os míticos nomes Cobra e Daytona
não aparecem neste conceito que a Ford acaba de revelar, o GR1, mas
sua herança é evidente. De onde quer que se olhe, o belo cupê
fastback de dois lugares remete
ao clássico, em especial pela cabine recuada, o grande vidro traseiro
e a vista frontal intimidadora. A nosso ver o resultado do desenho
(elaborado pelo jovem George Saridakis) foi bem melhor que o do
Shelby Cobra conceitual, mostrado em
janeiro no Salão de Detroit.
A idéia de criar o GR1 surgiu da sobra de um dos dois chassis
construídos para o desenvolvimento daquele Cobra. Conta a Ford que o
comportamento dinâmico foi tão bom que inspirou a concepção de outro
conceito, ainda antes da apresentação do roadster.
A base do cupê é o novo Ford GT, mas com motor V10 dianteiro e câmbio
de seis marchas em um transeixo na
traseira. Com 6,4 litros, desenvolve potência de 605 cv a 6.750 rpm e
torque de 69,2 m.kgf a 5.550 rpm, transmitidos aos enormes pneus
345/35-19 (os dianteiros são 275/40-19). O carro mede 4,41 metros de
comprimento, 1,83 m de largura, 1,16 m de altura e 2,54 m entre eixos;
seu peso estimado é de 1.770 kg -- alto, mas ainda capaz de gerar
relação peso-potência expressiva, menos de 3 kg/cv. O desempenho não
foi divulgado.
Como é habitual, não se fala ainda em produção em série: a Ford vai
experimentar a reação do público antes de uma definição. Mas, como
aconteceu com boa parte dos carros-conceito, a aceitação popular pode
levar este sucessor do mítico Daytona a encontrar seu lugar nas linhas
de montagem. É o que esperam os entusiastas.
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