A nota máxima em desempenho

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Décima versão da linhagem Lancer Evolution da
Mitsubishi, a novidade nipônica esbanja tecnologia

Texto: Thiago Mariz - Fotos: divulgação
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A nova carroceria deixou o Evo mais atraente, sem perder a ligação com as anteriores; a ampla grade e o aerofólio destacam-se em relação ao Lancer normal

 

Foi no Salão de Detroit, a Meca automobilística dos Estados Unidos, em janeiro deste ano, que os fãs da linhagem esportiva do Mitsubishi Lancer conheceram como deveria ser a décima versão de um dos sedãs mais esportivos do mundo. Batizado de Prototype X, o conceito antecipou as linhas básicas que chegam agora, quase sem mudanças, com o lançamento oficial da nova geração — o Lancer Evolution X, ou 10 em números romanos — em duas versões: a GSR, topo de linha, e a RS, mais leve e simples.

A essência do carro continua a mesma do Evolution IX, mas a carroceria toda nova acentuou a esportividade. Faróis alongados dão um ar intimidador, assim como a grande tomada de ar no pára-choque — uma das marcas registradas do Evo, como é mais conhecido. A grade avança à frente, trazendo consigo o DNA dos produtos Mitsubishi, e com o acabamento negro destaca-se em relação à do Lancer convencional.

Com 4,50 metros de comprimento, 1,81 m de largura e 1,48 m de altura, a carroceria mantém fortes vincos, que terminam em um porta-malas ornamentado com um nada discreto aerofólio e belas lanternas. Mais embaixo percebem-se as duas saídas de escapamento, que dão uma noção do que se esconde sob o capô. Nos pára-lamas, um discreto abaulamento acomoda as rodas Enkei de 18 pol com pneus 245/40 da versão GSR. As BBS de mesmo aro também podem equipar o modelo.

Para rivalizar com seu eterno algoz, o Subaru Impreza STi (também em nova geração, apresentada há pouco), a meta da empresa dos três diamantes era construir um carro que fosse o mais rápido possível, mas agregando segurança na mesma proporção — um objetivo a ser alcançado em meio a um mercado cada vez mais competitivo. A Mitsubishi não mexeu na receita usual no modelo desde a primeira aparição, em 1992: motor de 2,0 litros com turbocompressor. Mas é um novo propulsor.

Com quatro cilindros, variador de tempo para admissão e escapamento, 16 válvulas e bloco de alumínio (antes era de ferro), o motor produz potência de 300 cv a 6.500 rpm e torque máximo de 41,5 m.kgf a 4.400 rpm. A turbina usa metais que a tornam mais leve e trazem melhor dissipação de calor, como alumínio e titânio. Esses metais leves fazem parte da proposta de "cortar gordura" no carro — estão presentes em várias partes. O resultado: 12 kg a menos que o propulsor anterior. Suas emissões poluentes estão 50% abaixo das exigências japonesas, garante a marca.

Para deixar toda essa potência fluir para o solo, a Mitsubishi aplicou ao modelo uma evolução da tradicional tração integral. Surgido no Evo VII, o ACD (Active Center Differential ou diferencial central ativo) consiste em uma embreagem hidráulica multidisco com controle eletrônico. Além de ser três vezes mais rápida que o sistema tradicional por acoplamento viscoso, permite que a divisão de torque seja refeita várias vezes durante uma curva. Continua

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Data de publicação: 6/11/07

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