Quem espera sempre alcança...

Clique para ampliar a imagem

...ou se cansa? Quase seis anos depois do primeiro conceito,
a Lexus afinal colocará nas ruas seu supercarro de 560 cv, o LFA

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

Clique para ampliar a imagem

Clique para ampliar a imagem

Clique para ampliar a imagem

Clique para ampliar a imagem

Vez ou outra, os entusiastas por automóveis se deparam com gestações anormalmente longas. Há o caso clássico do Bugatti Veyron, que levou seis anos do primeiro conceito (1999) para a versão de produção, embora houvesse a justificativa de que superar 400 km/h no solo requer alguma engenharia... O Fiat 500 levou três anos desde o conceito Trepiùno de 2004, e o VW New Beetle, quatro anos contados de 1994, quando apareceu como Concept One. Mas, em um supercarro de desempenho "normal", quase seis anos do primeiro conceito até a chegada às ruas vamos admitir é tempo demais.

Pois essa espera, que só termina no fim de 2010, é pelo primeiro supercarro da divisão Lexus da Toyota, mais conhecida por sedãs e cupês comportados e que há não muito tempo lançou o sedã esportivo IS-F. Foi no Salão de Detroit em janeiro de 2005 que ela apresentou o conceito LF-A, com previsão de potência de 500 cv, seguido por outros estudos em 2007 e 2008. Muito se falou sobre adiamentos e até o cancelamento do projeto, que acabou vingando e aparece como modelo final, sem o hífen (LFA), neste Salão de Tóquio.

Muito do desenho do LFA repete o conceito inicial, embora a frente tenha sido alterada nas versões posteriores para um aspecto mais moderno. Se as formas não inovam
— talvez pela exposição obtida na fase de conceito —, são imponentes e têm a identidade do desenho japonês. O aerofólio traseiro aparece e muda de posição conforme a velocidade. O ambiente interno tem ar futurista, longe do aspecto ultrapassado de outro superesportivo oriental — o Nissan GT-R —, e o conta-giros domina o painel, tendo ao lado os marcadores de temperatura de água e de óleo, nível de combustível e pressão de óleo. O velocímetro digital fica no centro.

O LFA tem motor dianteiro, tração traseira com transeixo e estrutura da cabine em fibra de carbono, receita para peso contido (1.480 kg, com redução de 100 kg na cabine em relação a uma de alumínio, anuncia a Lexus) e ótima distribuição entre os eixos (52% no traseiro). O motorista está em posição próxima do centro do gravidade e tão centralizada quanto possível. O motor V10 de 4,8 litros faz amplo uso de ligas de alumínio, magnésio e titânio, tem dimensões próximas às de um V8 típico e lubrificação com cárter seco. A potência de 560 cv e o torque de 48,9 m.kgf podem não impressionar nos dias de hoje, em que há sedãs com mais de 600 cv, mas bastam para números expressivos de desempenho: de 0 a 100 km/h em 3,7 segundos e máxima de 323 km/h. O motor gira até 9.000 rpm e mantém 90% do torque disponíveis entre 3.700 rpm e a faixa vermelha.

A caixa de câmbio manual automatizada tem seis marchas, quatro programas de funcionamento e sete modos de trocas manuais, que podem ser tão rápidas quanto 0,2 segundo. As suspensões apostam em receitas de eficiência comprovada (dianteira por braços sobrepostos, traseira multibraço) e os freios usam discos de carbono-cerâmica.

Apenas 500 unidades do LFA ganharão as ruas. Para os que tiveram paciência, a espera parece ter compensado.

Clique para ampliar a imagem Clique para ampliar a imagem Clique para ampliar a imagem
Clique para ampliar a imagem Clique para ampliar a imagem Clique para ampliar a imagem
Clique para ampliar a imagem Clique para ampliar a imagem Clique para ampliar a imagem

Página principal - Escreva-nos - Envie por e-mail

Data de publicação: 21/10/09

© Copyright - Best Cars Web Site - Todos os direitos reservados