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O futuro que espera o Classe S

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Recursos inovadores pelo conforto e o econômico motor
Diesotto: atrações do conceito Mercedes-Benz F 700

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

O que o futuro reserva para grandes carros de luxo como o Mercedes-Benz Classe S? A Daimler-Benz faz uma previsão no Salão de Frankfurt com o conceito F 700, um sedã de porte avantajado (5,18 metros de comprimento e 3,45 m de distância entre eixos) que não economiza em conforto, segurança e tecnologia.

Seu desenho pode não agradar a todos, mas traz recursos avançados como os faróis, baseados em LEDs, e um detector a laser que assegura haver espaço livre para a abertura da porta do motorista — se não houver, um controle hidráulico a bloqueia. A porta traseira direita abre-se para trás (como no Rolls-Royce Phantom) e o teto conta com áreas envidraçadas.

No sofisticado interior, o sistema Servo-HMI oferece um "assistente virtual": a imagem de uma mulher no painel, com quem o motorista pode debater caminhos para navegação e de quem pode ouvir mensagens de e-mail, por exemplo. O banco traseiro direito permite que seja invertido em posição, passando o ocupante a olhar para trás. O sistema de entretenimento inclui tela de 51 cm (na diagonal) com imagens tridimensionais.

Um carro tão grande e pesado deve usar um motor V12, certo? Errado: é um quatro-cilindros de 1,8 litro! Mas não qualquer motor: ele marca a estréia da tecnologia Diesotto, que — como o nome indica — combina características do ciclo Diesel e do ciclo Otto, este o de motores a gasolina. O segredo está no sistema de auto-ignição controlada, obtida mesmo em condições de carga parcial (menor abertura de acelerador). Com uma combustão homogênea e em temperatura mais baixa, o motor emite menos óxidos de nitrogênio.

Com turbocompressor de duplo estágio e injeção direta, o compacto motor a gasolina obtém desempenho próximo ao do V6 de 3,5 litros do Classe S, com a economia de combustível típica de um turbodiesel. A potência de 238 cv soma-se a mais 20 do motor elétrico de um módulo híbrido (responsável pelo movimento do carro em tráfego lento) e o torque máximo somado é de 40,8 m.kgf. Com isso, a aceleração de 0 a 100 km/h requer baixos 7,5 segundos, o consumo médio é de excelentes 22,5 km/l e a emissão de dióxido de carbono fica em 127 g/km. Já a velocidade máxima foi limitada a 200 km/h.

Outro avanço do F 700 é a suspensão hidráulica Pre-Scan, com dois detectores a laser à frente do carro que "lêem" a distância as condições da pista, para adaptar a rodagem com antecipação. O controle de rolagem (inclinação da carroceria em curvas), já usado em modelos de produção, é mantido e a altura livre do solo pode crescer em 80 mm. Os pneus estreitos, com medida 195/50-21, foram desenvolvidos pela Michelin para reduzir a resistência ao rolamento.

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Data de publicação: 11/9/07

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