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O
que o futuro reserva para grandes carros de luxo como o
Mercedes-Benz Classe S? A
Daimler-Benz faz uma previsão no Salão de Frankfurt com o conceito F
700, um sedã de porte avantajado (5,18 metros de comprimento e 3,45
m de distância entre eixos) que não economiza em conforto, segurança
e tecnologia.
Seu desenho pode não agradar a todos, mas traz recursos avançados
como os faróis, baseados em LEDs, e
um detector a laser que assegura haver espaço livre para a abertura
da porta do motorista — se não houver, um controle hidráulico a
bloqueia. A porta traseira direita abre-se para trás (como no
Rolls-Royce Phantom) e o teto
conta com áreas envidraçadas.
No sofisticado interior, o sistema Servo-HMI oferece um "assistente
virtual": a imagem de uma mulher no painel, com quem o motorista
pode debater caminhos para navegação e de quem pode ouvir mensagens
de e-mail, por exemplo. O banco traseiro direito permite que seja
invertido em posição, passando o ocupante a olhar para trás. O
sistema de entretenimento inclui tela de 51 cm (na diagonal) com
imagens tridimensionais.
Um carro tão grande e pesado deve usar um motor V12, certo? Errado:
é um quatro-cilindros de 1,8 litro! Mas não qualquer motor: ele
marca a estréia da tecnologia Diesotto, que — como o nome indica —
combina características do ciclo Diesel e do ciclo Otto, este o de
motores a gasolina. O segredo está no sistema de auto-ignição
controlada, obtida mesmo em condições de carga parcial (menor
abertura de acelerador). Com uma combustão homogênea e em
temperatura mais baixa, o motor emite menos óxidos de nitrogênio.
Com turbocompressor de duplo estágio
e injeção direta, o compacto motor a
gasolina obtém desempenho próximo ao do V6 de 3,5 litros do Classe
S, com a economia de combustível típica de um turbodiesel. A
potência de 238 cv soma-se a mais 20 do motor elétrico de um módulo
híbrido (responsável pelo movimento do carro em tráfego lento) e o
torque máximo somado é de 40,8 m.kgf. Com isso, a aceleração de 0 a
100 km/h requer baixos 7,5 segundos, o consumo médio é de excelentes
22,5 km/l e a emissão de dióxido de carbono fica em 127 g/km. Já a
velocidade máxima foi limitada a 200 km/h.
Outro avanço do F 700 é a suspensão hidráulica Pre-Scan, com dois
detectores a laser à frente do carro que "lêem" a distância as
condições da pista, para adaptar a rodagem com antecipação. O
controle de rolagem (inclinação da carroceria em curvas), já usado
em modelos de produção, é mantido e a altura livre do solo pode
crescer em 80 mm. Os pneus estreitos, com medida 195/50-21, foram
desenvolvidos pela Michelin para reduzir a resistência ao rolamento.
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