



Na versão GT, com aerofólio e faróis auxiliares, ou na básica, o mesmo
estilo nostálgico, que lembra os Mustangs da década de 60 e agrega
elementos modernos |
Todo entusiasta sabe o
impacto que a Ford causou há quase 40 anos, no dia 17 de abril de
1964: ao oferecer um carro de estilo esportivo, preço acessível e com
uma enorme variedade de opções — um pony-car, ou "carro-pônei"
—, levou multidões às concessionárias e recebeu 22 mil encomendas
no primeiro dia. Nascia ali um mito da indústria americana: o
Mustang.
Quatro décadas depois, a Ford pretende renovar esse entusiasmo com a
mais extensa reformulação efetuada em seu principal carro esporte
desde 1979, quando foi introduzida a plataforma até agora utilizada.
Uma das estrelas do Salão de Detroit,
o Mustang 2005 segue a atual tendência no país de combinar moderna
tecnologia a elementos de estilo nostálgicos — tarefa fácil para um
carro com tanta história para contar.
Visto de relance, em uma foto mais escura, o carro chega a ser
confundido com seus antepassados: as formas de colunas, tomadas de ar,
lanternas traseiras (em três segmentos verticais), faróis circulares
e, claro, dos emblemas com o cavalo a pleno galope remetem diretamente
aos Mustangs dos anos 60. Muitos elementos coincidem com os do
modelo conceitual do mesmo
salão do ano passado. A distância entre eixos 15 centímetros mais
longa contribui para o ar intimidador, com uma imponência que não se
via no modelo desde aquela década áurea para os
muscle cars.
Toques do passado também estão no interior, como os três raios em tom
de alumínio do volante, como no modelo 1967, e as linhas do painel com
dois módulos principais para os instrumentos. Estes trazem uma
inovação mundial: a seleção entre 125 tons de iluminação. Os materiais
de acabamento, acima da média do segmento de acordo com a Ford, podem
incluir couro vermelho e apliques de alumínio legítimo. O sistema de
áudio de topo é um Shaker Audiophile com 1.000 watts de potência.
Continua
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