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A plataforma 100% nova mantém o eixo traseiro rígido, mas o motor V8
de 4,6 litros ficou bem mais potente. Por dentro, toques do passado,
câmbio automático de cinco marchas, revestimento em couro vermelho e
125 opções de iluminação do painel |

Além de mais
silencioso, o carro está também mais seguro: vem de série com o
chamado Personal Safety System, que compreende bolsas infláveis
frontais de dois estágios e um
sensor de peso no banco do passageiro. Um peso muito pequeno faz
desativar a bolsa daquele lado; se um pouco maior, possivelmente uma
criança em sua cadeira, a bolsa permanece desativada e surge um alerta
a respeito no painel. Se o peso corresponder ao de um adulto, a bolsa
funciona normalmente.
Versões de 200
e 300 cv Pela
primeira vez um Mustang de grande produção — não uma versão especial
como Cobra e Boss — rompe a
barreira dos 300 cv: o motor V8 de 4,6 litros e
aspiração natural (da linha modular
que inclui o V8 5,4 e o V10 6,8 dos picapes da marca) desenvolve 304
cv e 43,5 m.kgf de torque na versão GT, enquanto o propulsor básico é
um V6 de 4,0 litros, 204 cv e 32,4 m.kgf.
O V8 tem bloco de alumínio, cabeçotes com três válvulas por cilindro,
variador de fase para as de admissão
e acelerador eletrônico, usando
gasolina comum. O V6 substitui o tradicional 3,8-litros e abandona o
comando de válvulas no bloco em favor dos cabeçotes, como no V8. Ambos
podem ter câmbio manual ou automático de cinco marchas, este inédito
no carro.
Ao contrário do que muitos esperavam, o Mustang 2005 não abandona a
arcaica suspensão traseira de eixo rígido, ainda apreciada nos Estados
Unidos por sua simplicidade e bom resultado em pisos regulares.
"Muitos proprietários nos disseram, com ênfase, que o novo carro teria
de ter um eixo traseiro rígido", diz o engenheiro chefe Hau Thai-Tang.
Mas ela passa a ter três articulações e barra Panhard, enquanto a
dianteira, independente do tipo McPherson, ganha braços de ferro com
uma nova construção que os deixa mais leves que alguns de alumínio
conhecidos, como garante a Ford. Os freios a disco nas quatro rodas
(ventilados, exceto os traseiros da versão básica) têm maior diâmetro
e a opção de sistema antitravamento (ABS).
Uma última novidade, que pode causar calafrios em alguns, é o controle
de tração eletrônico. Mas a Ford não esqueceu um botão no painel para
sua desativação quando desejado, como — nas palavras do próprio
fabricante — ao queimar pneus e produzir fumaça em uma pista de
arrancada. Ufa!
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