Ação e reação

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Em um segmento revigorado, a Ford teve de responder rápido
com a versão mais potente do Mustang: a Shelby Cobra GT 500

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação
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Em outros tempos, a Ford podia se dar ao luxo de levar mais de um ano para lançar uma versão de mais de 500 cv do Mustang com base em uma nova geração, como aconteceu em 2005 com o Shelby Cobra GT 500, derivado do modelo básico apresentado no ano anterior. Hoje as regras do jogo são outras: com os renascidos Chevrolet Camaro e Dodge Challenger em seu encalço, o "carro-pônei" precisa se manter atualizado, o que explica a rapidez com que aparece, já no Salão de Detroit, o modelo 2010 do GT 500.

É verdade que não foi preciso mexer muito na mecânica. A Ford manteve o motor V8 de 5,4 litros dotado de compressor, que recebeu melhorias em admissão, escapamento e controle de detonação e agora produz a potência de 547 cv (540 hp) e o torque de 70,5 m.kgf, contra 507 cv e 66,3 m.kgf do modelo anterior. Mas não foi desta vez que o Cobra ganhou o bloco de alumínio da versão que equipava o supercarro GT, pois aquela configuração incluía um cárter seco que a marca diz não ser aplicável a este carro. Assim, com cerca de 1.800 kg, este Cobra é a mais potente e também a mais pesada versão do Mustang já feita de fábrica.

Dotado de caixa manual de seis marchas e diferencial autobloqueante, o Shelby ganhou molas mais firmes e controle de estabilidade de série, que pode ser desativado ou operar em modo esporte, mais permissivo. Na traseira permanece o antiquado eixo rígido, que a Ford defende pela relativa eficiência em pisos regulares e, claro, pelo baixo custo comparado a uma suspensão independente. As rodas de 19 pol em alumínio forjado do cupê usam pneus 255/40 à frente e 285/35 atrás, enquanto o conversível vem com aros de 18 pol em alumínio fundido.

O aspecto intimidante do GT 500 segue o do Mustang básico, que foi reformulado para 2010. Tanto o cupê quanto o conversível trazem grade mais protuberante, defletores no parachoque dianteiro e sobre o portamalas, capô com saídas de ar e um conjunto de faixas duplas longitudinais, tanto na parte lateral inferior quanto ligando a frente à traseira por cima. E, claro, o símbolo da naja (significado de cobra em inglês, já que snake é o termo genérico para o animal) está bem presente na grade, na traseira e nos paralamas dianteiros. Por dentro, o padrão de faixas repete-se no acabamento de couro nos bancos, que usam camurça sintética nas laterais.

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Data de publicação: 5/1/09

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