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Os
cupês médios e grandes têm uma participação importante na história
da Opel, o braço alemão da General Motors. Nas décadas de 1970 e
1980 existiram duas gerações do Manta,
modelo que nos anos 90 deu lugar ao
Calibra. Em parte daquele
período houve também o Monza,
derivado do Senator, com motor de seis
cilindros e tração traseira. Pois este parece ter sido a inspiração
para o GTC ou Gran Turismo Coupe, conceito que a Opel apresenta em
Genebra.
Pode ter
faltado criatividade no nome (o mesmo da versão cupê do
Astra), mas não no estilo:
desenhado por Bryan Nesbitt, autor do Chrysler PT Cruiser e do
Pontiac Solstice e hoje
chefe de estilo da GM européia, o carro ficou muito imponente, sem
perder a ligação com modelos atuais da marca. Ajudam nisso as
dimensões avantajadas (4,83 metros de comprimento, 1,86 m de
largura, 1,43 m de altura, 2,73 m entre eixos) e detalhes como
faróis de LEDs e rodas de 20 pol com
pneus 245/40. A Opel divulga um ótimo Cx
de 0,25 para esse modelo de três portas e quatro lugares. Espera-se
que muito de seu desenho apareça na quarta geração do Vectra alemão,
prevista para o segundo semestre.
O interior, moderno e esportivo, inclui recursos como
controlador de velocidade ativo,
auxílio ao estacionamento (mede a vaga disponível em paralelo ao
meio-fio), comandos acionados por voz e um disco rígido para
armazenar arquivos de áudio e mapas de navegação. Parte do banco
traseiro pode deslizar de modo a aumentar o espaço para bagagem, que
então varia de 500 a 1.020 litros.
O motor V6 de 2,8 litros com turbocompressor, similar ao já usado no
Vectra OPC, aparece com maior potência,
de 255 para 299 cv. Com câmbio manual de seis marchas, a Opel
divulga 0-100 km/h em seis segundos e máxima de 250 km/h.
Diferencial autobloqueante e
amortecimento da suspensão possuem controle eletrônico. A tração do
GTC é integral, mas a posição longitudinal do motor permite esperar
que uma versão de série venha com tração apenas traseira, como nos
clássicos Manta e Monza.
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