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Está
desfeito o mistério. Desde que a Rolls-Royce anunciou em 2006 que
lançaria um sedã menor que o
Phantom, muito se especulou sobre o projeto
RR4. Uma pista foi dada no Salão de Genebra, em
março, pelo conceito 200 EX.
Agora em Frankfurt surge o Ghost (fantasma), que repete parte do nome do primeiro Rolls, o
Silver
Ghost de 1907.
A marca inglesa, hoje nas mãos da BMW, o define como o carro mais
voltado ao motorista em sua história, isto é, com maior atenção aos dotes dinâmicos e de
comportamento. Se serve de exemplo, a suspensão com molas pneumáticas e
controle eletrônico (de braços sobrepostos à frente e multibraço atrás)
consegue detectar e compensar o movimento de um passageiro que, sozinho
no banco traseiro, se mova de um lado para outro. Bastam 2,5
milissegundos para ser feito um novo cálculo. É possível também ajustar
a altura de rodagem em 25 mm. O pacote de segurança inclui
controles de
estabilidade e tração de última geração, controle de frenagem em curva e
estabilização anticapotagem.
Sob o capô de alumínio do Ghost está um motor inédito e exclusivo, um
V12 de 6,6 litros com dois turbocompressores, potência de 570 cv e
torque de 79,6 m.kgf, transmitidos a uma caixa automática ZF de oito
marchas. Acelerar de 0 a 100 km/h requer 4,7 segundos e a máxima, dentro
do padrão BMW, está limitada a 250 km/h.
Menor que o Phantom em 40 cm, o novo Rolls segue o padrão de estilo mais
leve e harmonioso dos recentes conceitos da marca, sem deixar de lembrar
o irmão maior. As portas traseiras abrem-se para trás e fecham-se ao
toque de um botão. Requintado como sempre, o interior adere a
modernidades como um monitor central para controle de navegação,
entretenimento e comunicação, selecionados por um comando giratório no
console, outra influência da BMW. Para alívio dos que não aprovam o
sistema I-Drive, comandos de voz acionam diversas funções. A
projeção de informações no para-brisa (head-up display) inclui
velocidade e indicações de navegação.
O acesso ao carro dispensa uso da chave, que só precisa estar a até 1,5
metro de distância. Há câmeras na traseira, junto ao teto e nas laterais
dianteiras para orientar manobras, enquanto outra câmera serve ao
sistema de visão noturna. Se detectado um ser humano na via a até 300
metros, sua imagem aparece no painel. A climatização tem quatro
zonas de ajuste e, com os bancos traseiros opcionais, há função de
massagem e um refrigerador iluminado com taças de champanhe integradas.
Quem viaja ali pode ainda comandar todas as funções do carro que não
afetem o motorista, usando monitores de 9,2 pol. O sistema de
entretenimento abrange dois subwoofers e mais 14 alto-falantes,
amplificador de 600 watts e disco rígido de 12,5 Gb para armazenar
músicas.
Outros recursos do Ghost são controlador de velocidade que mantém
distância segura à frente (chega a parar o carro se preciso), controle
automático do facho dos faróis conforme haja ou não veículo no sentido
oposto, aviso para evasão da faixa de rolamento (faz o banco vibrar),
faróis autodirecionais, limitador de velocidade em declives (com uso de
freios se necessário) e controle de velocidade em curvas, que retém o
carro se assim indicado pelo sistema de estabilidade. E, como um nobre
nunca deve se molhar sem que deseje, guarda-chuvas revestidos de Teflon
estão alojados nas portas dianteiras. |