Quando o dono assume o volante

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Menor e com maior atenção ao motorista, o Rolls-Royce Ghost
mostra a influência da BMW em uma das marcas mais tradicionais

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

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Está desfeito o mistério. Desde que a Rolls-Royce anunciou em 2006 que lançaria um sedã menor que o Phantom, muito se especulou sobre o projeto RR4. Uma pista foi dada no Salão de Genebra, em março, pelo conceito 200 EX. Agora em Frankfurt surge o Ghost (fantasma), que repete parte do nome do primeiro Rolls, o Silver Ghost de 1907.

A marca inglesa, hoje nas mãos da BMW, o define como o carro mais voltado ao motorista em sua história, isto é, com maior atenção aos dotes dinâmicos e de comportamento. Se serve de exemplo, a suspensão com molas pneumáticas e controle eletrônico (de braços sobrepostos à frente e multibraço atrás) consegue detectar e compensar o movimento de um passageiro que, sozinho no banco traseiro, se mova de um lado para outro. Bastam 2,5 milissegundos para ser feito um novo cálculo. É possível também ajustar a altura de rodagem em 25 mm. O pacote de segurança inclui controles de estabilidade e tração de última geração, controle de frenagem em curva e estabilização anticapotagem. Sob o capô de alumínio do Ghost está um motor inédito e exclusivo, um V12 de 6,6 litros com dois turbocompressores, potência de 570 cv e torque de 79,6 m.kgf, transmitidos a uma caixa automática ZF de oito marchas. Acelerar de 0 a 100 km/h requer 4,7 segundos e a máxima, dentro do padrão BMW, está limitada a 250 km/h.

Menor que o Phantom em 40 cm, o novo Rolls segue o padrão de estilo mais leve e harmonioso dos recentes conceitos da marca, sem deixar de lembrar o irmão maior. As portas traseiras abrem-se para trás e fecham-se ao toque de um botão. Requintado como sempre, o interior adere a modernidades como um monitor central para controle de navegação, entretenimento e comunicação, selecionados por um comando giratório no console, outra influência da BMW. Para alívio dos que não aprovam o sistema I-Drive, comandos de voz acionam diversas funções. A projeção de informações no para-brisa (head-up display) inclui velocidade e indicações de navegação.

O acesso ao carro dispensa uso da chave, que só precisa estar a até 1,5 metro de distância. Há câmeras na traseira, junto ao teto e nas laterais dianteiras para orientar manobras, enquanto outra câmera serve ao sistema de visão noturna. Se detectado um ser humano na via a até 300 metros, sua imagem aparece no painel. A climatização tem quatro zonas de ajuste e, com os bancos traseiros opcionais, há função de massagem e um refrigerador iluminado com taças de champanhe integradas. Quem viaja ali pode ainda comandar todas as funções do carro que não afetem o motorista, usando monitores de 9,2 pol. O sistema de entretenimento abrange dois subwoofers e mais 14 alto-falantes, amplificador de 600 watts e disco rígido de 12,5 Gb para armazenar músicas.

Outros recursos do Ghost são controlador de velocidade que mantém distância segura à frente (chega a parar o carro se preciso), controle automático do facho dos faróis conforme haja ou não veículo no sentido oposto, aviso para evasão da faixa de rolamento (faz o banco vibrar), faróis autodirecionais, limitador de velocidade em declives (com uso de freios se necessário) e controle de velocidade em curvas, que retém o carro se assim indicado pelo sistema de estabilidade. E, como um nobre nunca deve se molhar sem que deseje, guarda-chuvas revestidos de Teflon estão alojados nas portas dianteiras.

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Data de publicação: 8/9/09

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