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Como seria a
interpretação moderna do Ford Cobra,
o mítico roadster que o texano Carroll Shelby criou em 1964, ao
associar a carroceria de um carro esporte inglês a um grande motor V8
americano? A Ford chamou o próprio Shelby para exibir a resposta: o
carro-conceito Shelby Cobra, agora apresentado no
Salão de Detroit.
Ao contrário do Ford GT ou de
outros carros nostálgicos, o novo Cobra não segue tão fielmente quanto
possível as linhas do modelo que o inspirou. "Deixamos que o
trem-de-força, o chassi e a suspensão ditassem a arquitetura para a
carroceria", conta o desenhista chefe Richard Hutting, que acrescenta:
"Sua forma faz justiça ao original, mas não compartilha uma só
dimensão ou proporção com ele".
De fato, há elementos do Cobra de 40 anos atrás no conceito, mas as
formas pouco se parecem. O carro é inédito também nas medidas, com
distância entre eixos maior que a de um
Dodge Viper (2,54 metros), mas
um comprimento total mais de 25 cm menor. O motor é central-dianteiro,
isto é, montado atrás do eixo anterior.
O carro só pode ser usado com bom tempo: não possui capota, vidros
laterais ou limpador de pára-brisa. Recursos de tecnologia eliminaram
outros itens externos. Como as maçanetas, substituídas por um botão
oculto de acionamento eletrônico, e os retrovisores, que deram lugar a
um sistema de câmeras. São três, cujas imagens se fundem para a
exibição no lugar do espelho interno, cobrindo um ângulo de 180 graus.
Continua
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Alguns detalhes de estilo lembram o Cobra da década de 60, mas as
proporções não são parecidas: desta vez a Ford não tentou apenas
atualizar um desenho do passado
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