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Quando todos achavam que o Ferrari 575 M (evolução do 550 Maranello
lançado já há sete anos) caminhava para a aposentadoria, sendo
substituído por um novo cupê com o possível nome de 600 Imola, a
fábrica do cavalinho rampante surpreende com um último suspiro de seu
grande carro esporte: o Superamerica.
O nome remete a um cupê da década de 1960, mas a novidade da versão é
exatamente o fato de não ter um teto rígido fixo: trata-se de um targa,
com um sistema que recolhe a seção da capota sobre os bancos e a
armazena na parte traseira do carro, como tem sido comum em
conversíveis (Mercedes SLK, Peugeot 206 e 307 CC, entre outros).
Claro, de um Ferrari não se esperaria algo que é usado até em carros
baratos... O teto do Superamerica é de fibra de carbono e
eletrocrômico, isto é, sua transmissão de luz pode ser ajustada entre
a total transparência e o total isolamento por um simples comando do
motorista. Interessante também o sistema de rebatimento, desenvolvido
pela Fioravanti, que articula o teto a partir da extremidade traseira
e o deixa vertical durante o processo de abertura. Rápido como se
espera de um Ferrari, o ciclo leva apenas 10 segundos.
A mecânica desta versão, a ser produzida em série limitada e exposta
no próximo Salão de Los Angeles, EUA, é a mesma do 575 M: motor V12
dianteiro de 5,75 litros e 48 válvulas, 515 cv de potência, 60,1 m.kgf
de torque. Alcança velocidade máxima de 320 km/h e acelera de 0 a 100
em 4,25 segundos, de acordo com o fabricante. O câmbio manual
automatizado F1 realiza as trocas por meio de pás junto ao volante e a
suspensão conta com regulagem eletrônica dos amortecedores.
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