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Um
supercarro com alma sul-americana, mas produzido na Itália: é o Pagani
Zonda, que apareceu no recente Salão de Genebra na nova versão C12 F.
A letra traduz a homenagem de Horacio Pagani, o argentino que fundou a
empresa, ao lendário pentacampeão de Fórmula 1 Juan Manuel Fangio.
O C12 F é uma série limitada com algumas das soluções desenvolvidas
pela Pagani para o C12 S Monza, um Zonda mais puro e menos adepto do
conforto. A evolução começa pela aerodinâmica, com um reestudo dos
retrovisores e do aerofólio traseiro, assoalho plano, defletor
dianteiro e extrator na parte de trás. Passa pelo chassi, que teve o
peso reduzido (o carro fica em moderados 1.230 kg), recebeu rodas
maiores (de 19 pol à frente, com pneus 225/35, e de 20 pol atrás, com
335/30) e permitiu a adoção de freios majorados, com opção por discos
de carbono-cerâmica. E chega ao motor V12 central de 7,3 litros,
aspiração natural e 48 válvulas.
Adquirido da AMG, preparadora "de casa" da Mercedes-Benz, ele passa a
ter um sistema próprio de admissão, no lugar do fornecido pelos
alemães, e novo escapamento. Foi o bastante para elevar a potência de
550 para 650 cv a 6.200 rpm, no caso da versão ClubSport. O torque de
massivos 107,9 m.kgf a 4.000 rpm ajuda a levar o supercarro de 0 a 100
km/h em 3,5 segundos, de acordo com o fabricante. O câmbio manual de
seis marchas transmite essa fúria apenas às rodas traseiras.
O Zonda baseia-se em uma estrutura de fibra de carbono com
subchassis de alumínio, um segredo
para seu peso contido. A mecânica é típica de carros de competição,
como as suspensões, com braços sobrepostos de alumínio e amortecedores
ajustáveis Öhlins, e a embreagem com duplo disco. Com medidas
habituais de um supercarro -- 4,43 metros de comprimento, 2,05 m de
largura, apenas 1,14 m de altura e 2,73 m entre eixos --, o novo Zonda
espera concorrer com modelos de marcas conhecidas como
Ferrari Enzo,
Porsche Carrera GT e
Lamborghini Murciélago.
Esteja onde estiver, Fangio deve estar torcendo para que ele seja
bem-sucedido.
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